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Panorama atual e perspectivas da coturnicultura no Brasil

1. INTRODUÇÃO
A criação de codornas foi introduzida no Brasil no início da década de 60, visando principalmente a produção e comercialização de ovos "in natura" da ave Coturnix coturnix japonica. OLIVEIRA (2001) relatou que o interesse por esta espécie surgiu por volta dos anos 70, tendo sido grandemente divulgada através de canção popular, que exaltava as vantagens afrodisíacas dos seus ovos, em função do vigor sexual do macho. Apesar do folclore envolvido, isto serviu de grande impulso para a propagação da espécie.
Entre as diversas atividades do setor avícola, a coturnicultura vem se destacando no mercado agropecuário brasileiro como excelente atividade produtiva, por requerer baixos custos com investimento inicial e mão-de-obra, utilizando pequenas áreas e proporcionando rápido retorno de capital.
Na coturnicultura existem três possibilidades a serem exploradas:
- Produção de ovos.
- Produção de carne.
- Matrizeiros.
Em relação ao mercado consumidor, este vem se modificando muito nos últimos anos. Com o advento das indústrias beneficiadoras de ovos, estes, além de serem vendidos "in natura", também passaram a ser comercializados descascados e/ou em conservas por bufês, churrascarias, lanchonetes e restaurantes com um valor agregado que incentivou ainda mais a criação dessas aves. Devido à excelente qualidade nutricional e sabor dos produtos (ovos e carne) ofertados por estas aves, houve um grande crescimento deste setor nos últimos anos, como pode ser visualizado na Tabela 1.


Tabela 1. Efetivo de rebanho de codornas nas diferentes regiões do Brasil

Brasil e Região Geográfica
Anos
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Brasil
2.939.376
4.219.887
4.303.237
4.707.143
4.837.506
5.775.181
6.045.342
Norte
51.443
105.132
111.222
122.127
128.640
128.681
143.720
Nordeste
365.749
843.699
526.238
621.952
790.331
896.300
906.646
Sudeste
1.852.533
1.967.661
2.323.061
2.418.184
2.301.972
3.135.541
3.446.174
Sul
526.574
1.077.052
1.060.320
1.208.565
1.352.243
1.300.689
1.220.811
Centro-Oeste
143.077
226.343
282.396
336.315
264.320
313.970
327.991

Fonte: Pesquisa Pecuária Municipal, PPM-IBGE, 2001.

A carne de codornas, na maioria das regiões brasileiras, ainda é considerada exótica. Sua aceitação é boa, porém a oferta no mercado é reduzida devido a baixa produção nacional e conseqüente preço elevado. A produção de codornas especializadas para corte é uma excelente fonte alternativa de proteína (22% de PB) para um mercado consumidor cada vez mais exigente em produtos saudáveis e de qualidade.
Levando-se em conta estas considerações, este trabalho tem como objetivo demonstrar a situação atual da coturnicultura, assim como projetar perspectivas para esta atividade no Brasil.

2. REVISÃO DE LITERATURA

Produção de ovos
Submetidas à seleção e melhoramento durante séculos por japoneses, a codorna utilizada no Brasil (Coturnix coturnix japonica) para produção de ovos, possui altos índices de produtividade (80-95%). Esta ave produz, em média, cerca de trezentos ovos por ciclo produtivo (12 meses).
Segundo OLIVEIRA et al.(2002), o ciclo reprodutivo curto com postura regular, a boa fertilidade e a precocidade sexual (Fêmeas aos 42 dias e machos aos 55-60 dias) constituem as principais características da codorna japonesa, tornando a produção de ovos o setor mais representativo da atividade.
Algumas pesquisas realizadas na década de 70, relatavam que os ovos da codorna japonesa apresentavam uma maior concentração de colesterol por grama de gema que os ovos de galinha. Entretanto, BRESSAN e ROSA (2002) afirmam que estudos mais recentes, com dados obtidos com técnicas analíticas atuais, comprovam que o conteúdo de colesterol de ovos de codorna é similar ao de ovos de galinha (codorna com 1090mg/100g e galinha, com 1000mg/100g).
A popularização do consumo dos ovos desta ave tem proporcionado à coturnicultura, um crescimento de 8% ao ano nesta última década (Tabela 2).

Tabela 2. Produção de ovos de codorna em diferentes regiões do Brasil (Mil dúzias).

Brasil e Região Geográfica
Anos
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Brasil
42.758
46.678
56.514
58.710
63.192
87.171
93.334
Norte
844
629
603
726
808
914
1.148
Nordeste
3.114
4.907
4.563
5.285
6.370
8.265
9.502
Sudeste
33.773
29.931
38.411
40.260
40.311
63.263
68.475
Sul
3.642
7.823
8.230
7.350
11.017
10.877
10.204
Centro-Oeste
1.383
3.386
4.706
5.086
4.684
3.852
4.005

Fonte: Pesquisa Pecuária Municipal, PPM-IBGE, 2001.

OLIVEIRA (2002), constatou que para superar as crises econômicas, o setor se diversificou através de:
- Produção em grande escala e presença regular no mercado;
- Oferta de produtos de boa qualidade bem embalados, descascados, em conserva e a baixo preço;
- Segurança sanitária dos ovos e respeito à legislação.
Em decorrência deste fato, verificou-se uma redução do número de pequenos criadores verticalizados, surgindo criadores especializados em cada fase da criação.
Entretanto, BERTECHINI (2002) afirma que a coturnicultura, mesmo apresentando uma grande evolução industrial e se tornando atividade de grandes criadores, proporciona aos pequenos produtores facilidade na comercialização direta de seus produtos, sem a presença de intermediários, o que melhora substancialmente sua lucratividade.
Com o aumento do mercado consumidor de ovos, aumentou também o interesse das grandes empresas avícolas pela coturnicultura. Para tornar a produção de ovos mais eficiente e de melhor qualidade, estas empresas possuem modernas instalações e equipamentos que facilitam o manejo dessas aves. Os galpões tradicionais, com gaiolas em sistema de baterias e as piramidais, são de fácil montagem e com baixo custo sendo atualmente utilizados por pequenos e médios produtores. Este sistema de produção está sendo substituído, pelos grandes produtores, por galpões automatizados onde a ração é fornecida automaticamente, assim como a coleta dos ovos, tornando a produção mais eficiente e reduzindo gastos com mão-de-obra.
MURAKAMI & ARIKI (1998), enfatizam que um número elevado de pessoas entraram comercialmente nesta atividade nos últimos anos com muito sucesso. Mas existem também os fracassos e a principal explicação para este naufrágio é que o mercado não é capaz de absorver uma grande quantidade de ovos de codorna, a principal aptidão desse tipo de criação. Por isso, ao iniciar uma exploração coturnícola, o produtor deve realizar, obrigatoriamente, um levantamento de mercado para definir a colocação dos produtos e somente após isso, dimensionar a sua criação.
A produção de ovos de codornas no Brasil é feita através do uso de boas linhagens de alta produtividade, mantendo assim uma oferta suficiente desse produto para o mercado.
FUJIKURA (2002), estima que o consumo de ovos de codorna, per capita, do brasileiro seja de apenas 9,5 ovos e conclui que é um valor baixo em relação ao consumo de ovos de galinha, que está estimado em cerca de 100 ovos per capita. O autor lembra ainda que, o ovo de codorna é um produto que se popularizou e sua potencialidade ainda não foi bem explorada, que portanto existe um mercado a ser expandido.
A produção coturnícola no Estado do Rio de Janeiro é baixa, representa somente 7,5% da produção brasileira e cerca de 10% da produção da região Sudeste, o que comprova a necessidade de um maior envolvimento entre profissionais da área e produtores para que este quadro se modifique e haja uma melhor exploração do mercado consumidor fluminense.

Produção de carne
No Brasil, o consumo de carne de codorna é muito difundido em algumas regiões do Nordeste, graças ao sabor de "carne de caça" e ao suposto poder afrodisíaco. Entretanto, nas demais regiões do Brasil, o hábito de consumo ainda não está difundido, o que segundo ARIKI (2000), não permite a expansão da exploração da carne.
A carne vendida no Brasil, geralmente é do macho da espécie japonesa não utilizado para reprodução e/ou das fêmeas descartadas no final do ciclo de produção de ovos. Geralmente essas carcaças são pequenas e a carne é dura, o que prejudica ainda mais a imagem do produto perante os consumidores.
Estas aves japonesas chegam a pesar 100g de peso vivo contra 300g das espécies selecionadas pelos franceses e italianos.
OLIVEIRA (2000) destacou a viabilidade econômica da espécie, pois as atuais condições mundiais vêm privilegiando explorações capazes de ocuparem pouco espaço, fornecerem retorno financeiro a curto ou médio prazo e, principalmente, não serem competitivas com o homem no uso de alimentos para a produção.
A produção correta de codornas para o abate, ou seja, utilizando linhagens específicas para corte, permite ao produtor um lucro diferenciado por se tratar de uma carne exótica e de qualidade.
A carcaça deste animal é pequena, não necessitando de cortes durante o processamento ou preparo, além disso, a carne é altamente palatável e com alto valor nutritivo. Para incentivar o consumo, basta promover o produto investindo em grandes estratégias de marketing onde fiquem claras todas estas qualidades.
Atualmente, a carne de codorna é encontrada somente em restaurantes sofisticados e grandes supermercados.
Aumentando a divulgação do produto carne e realizando pesquisas para identificação de melhores linhagens para corte, haverá aumento da produção e conseqüente redução dos preços o que tornará a carne de codorna mais acessível.

· Matrizeiro
Como já foi dito, com a entrada de grandes indústrias na coturnicultura, houve uma especialização do setor em cada etapa da criação. Este processo tornou viável a formação de matrizeiros.
Para a produção de matrizes, é necessário maior investimento em infra-estrutura. Para assegurar a qualidade dos filhotes (futuras poedeiras) é indispensável a seleção rigorosa das matrizes primárias ("pais" das poedeiras).
Este setor é mais rentável que o da venda de ovos, mas requer maior especialização. A granja deve fornecer aves sadias e garantir ao comprador, a venda de fêmeas. Para isso, o sexador da granja deve ser experiente, pois as aves têm apenas 1 dia quando são comercializadas, idade em que o dimorfismo sexual não é visível.
Na granja Fujikura, maior matrizeiro do Brasil e único registrado no Ministério da Agricultura, foi desenvolvida uma linhagem de matrizes que produz fêmeas amarelas e machos mais escuros, o que facilita a diferenciação dos animais.
Esta granja se localiza em Suzano - SP e possui um plantel com cerca de 60 mil aves, o que garante, em média, comercialização de 2 milhões de fêmeas de 1 dia por ano.

· Pesquisas
Não existe no Brasil qualquer programa de melhoramento de codorna desenvolvido em bases técnicas. A prática corrente tem sido a reprodução do material genético disponível que, pela deficiência de controle e falta de esquema de seleção adequados, sofre problemas de depressão pela consangüinidade resultando em redução de postura, queda de fertilidade e aumento da mortalidade (MARTINS, 2002).
Outro aspecto a ser considerado é que o manejo nutricional aplicado a codornas é baseado em experimento com galinhas de postura, o que se torna um entrave à expansão da coturnicultura, já que existem diferenças morfológicas, fisiológicas e consequentemente de exigências entre essas aves.
MURAKAMI (1996) acrescenta que as formulações de rações para codornas baseiam-se em dados estrangeiros, pouco condizentes com as condições brasileiras, comprometendo muitas vezes, os dados da produtividade.
O crescimento acelerado da coturnicultura no Brasil, segundo FURLAN et al. (1998), vem despertando a atenção de pesquisadores da área, no sentido de desenvolver trabalhos que venham a contribuir para maior aprimoramento e fixação desta cultura como uma fonte rentável, na produção avícola.


3. DISCUSSÃO / PERSPECTIVAS

Para o estabelecimento da coturnicultura como uma atividade rentável no Brasil, faz-se necessário, um maior envolvimento entre produtores, pesquisadores e governo para troca de conhecimentos, tornando a produção mais profissional e competitiva.
As perspectivas para o setor são muito favoráveis, pois é uma alternativa economicamente viável para grandes empresas e também para pequenos e médios criadores.
Com a modernização da coturnicultura, há uma grande tendência em especialização de tarefas, tornando comum a existência de avozeiros e matrizeiros com maior infra-estrutura, maior qualidade genética e sanitária, possibilitando a entrega de excelentes animais para as granjas de postura. Estas por sua vez, têm investido cada vez mais em agregação de valor ao produto ovo, automatizando processos e construindo uma imagem que garanta o fornecimento ao consumidor de um produto com apresentações variadas, com praticidade, maior durabilidade, quantidade e a baixos preços.
O aumento do hábito de consumo de ovos reduzirá a sazonalidade da comercialização (atualmente, o pico de vendas se situa entre os meses de novembro a janeiro), tornando a produção e vendas mais homogêneas, garantindo lucratividade ao produtor ao longo de todo o ano.
Para segurança do consumidor de ovos e carne de codornas, o Ministério da Agricultura deverá assegurar maior fiscalização impedindo a propagação de criações clandestinas.
Com a entrada de produtores especializados na criação de codornas para corte no mercado, possivelmente haverá uma popularização do consumo deste produto, o que aumentará sua produção e reduzirá os custos.
Universidades e Centros de pesquisa têm formado profissionais na área em questão e que podem vir a contribuir para o progresso da coturnicultura. Estas instituições realizam também, cursos e simpósios onde são apresentados novas tecnologias e resultados de pesquisas imprescindíveis ao progresso da atividade.


4. CONCLUSÕES

O consumo de ovos e principalmente o de carne está em expansão, por se tratar de produtos nutritivos, saudáveis e de sabor característico.
As pesquisas sobre codornas de postura são imprescindíveis para o aumento da produtividade de ovos e implantação de tecnologias que agregam valor ao produto. Os trabalhos sobre a produção de carne estão no início mas já apresentam resultados positivos com a linhagem francesa.
Para o sucesso da coturnicultura no Brasil, é de fundamental importância que haja maior número de pesquisas sobre exigências nutricionais e valor nutritivo dos ingredientes utilizados na alimentação desta espécie, permitindo assim a formulação de dietas com dados nacionais, visando maior produtividade de ovos e carne.
Esta atividade tem se afirmado como uma alternativa à indústria avícola, podendo também ser explorada por pequenos e médios produtores de forma lucrativa.
A coturnicultura é uma atividade extremamente produtiva e viável economicamente, desde que seja corretamente implantada e administrada.


5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ARIKI, J. Criação de codornas. In: CONGRESSO DE PRODUÇÃO E CONSUMO DE OVOS.2000. Anais... São Paulo: APA, 2000. p.77-84.
BERTECHINI, A.G. AviSite reportagens especiais.
Disponível em: <http://www.avisite.com.br/reportagem/simp_coturnicultura/default.asp>
Acesso em: 24 de março de 2003.
BRESSAN, M.C.; ROSA, F.C. Processamento e industrialização de ovos de codorna. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE COTURNICULTURA, 01, 2002, Lavras. Anais... Lavras:UFLA, 2002. p.85-96.
FUJIKURA, W.S. Situação e perspectivas da coturnicultura no Brasil. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE COTURNICULTURA, 01, 2002, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2002. p.01-10.
FURLAN, A.C.; ANDREOTTI, M.O; MURAKAMI, A.E.; SCAPINELLO, C.; MOREIRA, I.; FRAIHA, M.; CAVALIERI, F.L.B. Valores energéticos de alguns alimentos determinados com codornas japonesas (Coturnix coturnix japonica). Revista Brasileira de Zootecnia, v.27, n.6, p.1147-1150, 1998.
HEBLING, C. AviSite reportagens especiais.
Disponível em: < http://www.avisite.com.br/reportagem/avis_rara/default.asp >
Acesso em: 24 de março de 2003.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Pecuária Municipal (PPM). Disponível em: <http://www.ibge.gov.br.>
Acesso em: 30 de março de 2003.
MARTINS, E.N. Perspectivas do melhoramento genético de codornas no Brasil. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE COTURNICULTURA, 01, 2002, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2002. p.109-120.
MURAKAMI, A.E. Nutrição e alimentação de codornas em postura. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO E NUTRIÇÃO DE AVES E SUÍNOS E TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE RAÇÕES,1996, Campinas. Anais... Campinas: CBNA, 1996, p.19-34.
MURAKAMI, A.E.; ARIKI, J. Produção de codornas japonesas. Jaboticabal: FUNEP, 1998. 79p.
OLIVEIRA, B.L. Manejo Racional e produtividade das codornas (Coturnix coturnix japonica). In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE COTURNICULTURA, 01, 2002, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2002. p.77-84.
OLIVEIRA, N.T.E. Exigências de energia e proteínas para codornas japonesas machos criadas para produção de carne. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 37., 2000, Viçosa. Anais... Viçosa: SBZ, 2000.
OLIVEIRA, N.T.E.; SILVA, M.A.; SOARES,R.T.R.; FONSECA,J.B.;THIEBAUT,J.T.L. Exigências de proteína bruta e energia metabolizável para codornas japonesas criadas para produção de carne. Revista Brasileira de Zootecnia, v.31, n.2, p.675-686, 2002.
OLIVEIRA,E.G. Pontos críticos no manejo e nutrição de codornas. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO E NUTRIÇÃO DE AVES E SUÍNOS E TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE RAÇÕES, 2001, Campinas. Anais... Campinas: CBNA, 2001, p. 71-96.

FONTE:
Alda Letícia da Silva Santos - Mestranda em Zootecnia - UFRRJ
R São Sebastião, 67 - Bairro Saldanha da Gama - CEP 28250-000 - Italva-RJ
Tel: (22) 2783-2493
E-mail: aldaleticia@yahoo.com.br

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