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A Praia

Muita gente prática brincadeiras ao ar livre e o amor aos animais na praia. Somos todos amantes incondicionais e no momento de lazer da praia o cão é um dos animais preferidos para a companhia. O grande porém desta história é a nossa capacidade de entender e viabilizar este momento de lazer. Quem nunca ouviu falar do famoso "bicho geográfico". Aquele bichinho que sob a pele coça e forma uma lesão mais parecida com um um túnel . Muitos penetram no pé de suas vítimas e precisam ser tratados por médico dermatologista. Este bichinho é um parasita encontrado em animais contaminados como o cão, que ao deixarem fezes contaminadas na praia , deixam um rastro de larvas deste parasita para contaminar outros animais . Seu nome é Ancylostoma sp . Ele pode penetrar na pele em sua forma larval, tanto em outros animais, como no homem .

A diferença entre o cão e o homem é que no homem penetra na pele e realiza um clico errático e acaba perdido sem dar sequência ao seu ciclo . Ele passa então a ser um incômodo dermatológico da pessoa contaminada que por azar esteve naquela praia contaminada. É a doença chamada larva migrante cutânea. Já no próprio cão , sua ingestão ou penetração pela pele faz parte de um ciclo do parasita que leva ao parasitismo intestinal e pode levar a anemia. Estamos nos referindo a um problema de saúde pública que só pode ser solucionado pela educação. Educação do ser humano ! Como não há uma maneira de esterilizar a areia da praia , o correto é não permanecer com animais na praia.

Não devemos maltratar os animais que permanecem em praias mas a orientação se faz de berço . Pensemos na poluição ambiental , no lixo jogado nas praias e avaliemos nossa parte do dever . Como exemplo tiramos uma foto de um cão que frequenta uma praia do Guarujá em São Paulo. O animal esta habituado a andar pela água e brinca muito com os banhistas. Como cresceu frequentando a praia , esta acostumado a permanecer por lá. E agora , o que fazer ?

Neste caso o proprietário deve ter o compromisso de realizar exames coproparasitológicos regulares de acordo com o seu veterinário e além disto pode colaborar utilizar produtos de uso mensal para a erradicação deste parasita. Existem vermífugos veterinários apropriados para uso contínuo. Lembrando que uma nova contaminação pode vir logo após o exame ou uma vermifugação, portanto o animal deve ter acompanhamento mensal para evitar este problema no caso de uma dificuldade de resistência ao parasita ou contaminação contínua. Me refiro a ser uma vítima nova do parasita e ainda se tornar o responsável transmissor a nós seres humanos e a outros animais.

Falando de saúde e doenças transmissíveis , também pudemos observar na mesma praia a grande população de pombas no local da areia. As pombas acabam vivendo da nossa irresponsabilidade em deixar cair alimentos na areia e ou alimenta-las propositadamente com amendoins , por exemplo. As pombas não tem culpa. Uns a odeiam, outros a alimentam. Acabam então sendo vítimas que também podem se tornar transmissoras de doenças. Podemos citar a criptococose , doença fúngica sistêmica que pode afetar pulmões e sistema nervoso central de seres humanos e também outros animais . Esta micose sistêmica é veiculada pela fezes dos pombos . A simples presença dos pombos não significa que exista a doença naquele local mas sim a chance de ocorrer contaminação.

Existem maneiras simples e inteligentes de erradicar pombos sem matança mas no caso da praia, o grande vilão ainda é o ser humano que deixa restos ou se diverte sem pensar nas consequências para ele para para outros animais.

O que é mais comovente nestes casos é a possibilidade de algumas pessoas odiarem os animais por medo das doenças transmissíveis . Quem são as vítimas ? Nós , os seres humanos que agem com desconhecimento e descaso ou são os animais que participam da nossa vida de lazer por sobrevivência ou diversão ?



 

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