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Banho e Tosa

Banho, tosa, condicionamento do pêlo e tratamento das orelhas e unhas são os itens básicos de qualquer tratamento de beleza de pets. No caso de algumas raças, o banho talvez seja um dos mais importantes. Isto porque um banho inadequado para uma raça pode prejudicar o aspecto do pêlo ou mesmo deixá-lo impróprio para a tosa.

Selecionamos as principais raças de cães, existentes no Brasil, para apresentar um roteiro dos serviços passo-a-passo. Veja também
dicas para uma prática saudável do banho e tosa, aliando qualidade e profissionalismo na conquista de clientes.       

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Dicas para uma prática saudável do banho e tosa
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O desenvolvimento do mercado pet e veterinário na terrinha descoberta por Cabral é evidente. Desde 1994, as pessoas têm se conscientizado de que não se deve dar somente água e resto de comida a seus bichos de estimação. Conseqüentemente, as relações com os pets também se sofisticou com exposições e feiras especializadas, alavancando todo um setor que gira em torno da estética canina. Para Núbio Daros, diretor da Elevage Center, a maior distribuidora da Öster no Brasil – uma gigante nos equipamentos de tosa -, a qualidade dos produtos é muito importante no resultado final de um tratamento estético.

Daros diz que a manutenção das máquinas devem ser levadas em consideração, pois se uma delas for resfriada muito rapidamente, pode haver destemperamento, chegando até mesmo a alterar sua estrutura molecular. “Deve-se resfriar a máquina e a lâmina de forma gradativa.” De duas a três vezes por semana, recomenda, deve-se abri-las para retirar o excesso de pêlos acumulado em seus mecanismos e lubrificá-las, com produtos adequados. “Assim, elas duram anos e as lâminas triplicam seu tempo de vida útil.”

Atualmente, o número de lâminas é muito variado. Existem tipos de lâminas para os mais diversos cortes. Nesse setor, os produtos importados infelizmente são superiores aos nacionais, principalmente em seu material e acabamento, afirma Daros. “Nos Estados Unidos, o nível de especialização e tratamento dos animais de companhia chegou a tal ponto que um pet shop tem a mesma consideração que um salão de cabeleireiros.”

Os desinfetantes têm o papel de eliminar os germes que porventura possam estar agregados às máquinas. De acordo com Daros, os brasileiros pecam por comprar e aplicar uma quantidade ainda pequena de produtos de desinfecção desse tipo. “Os desinfetantes devem ser usados em todos os equipamentos utilizados na tosquia dos cães, evitando a transmissão de doenças.”

“Não se corta pêlo de animal sujo”, alerta. Portanto, todo cão deve passar por um banho, seguido da secagem, para depois passar pelo processo. Daros diz que mesmo que o animal esteja com os pêlos embolados, a tosa não deve vir primeiro, já que essas máquinas não foram projetadas para agir dessa maneira. Os cuidados também devem ser redobrados para não encostar a máquina quente nos cachorros, o que pode ocasionar queimaduras.

Para fortalecer o setor de banho e tosa, o diretor aconselha a especialização. Se o interessado puder fazer cursos no exterior, melhor. Com isso, os tosadores agregam mais qualidade aos seus serviços, justificando a exigência de preços mais adequados ao seu trabalho. De acordo com Daros, a atividade de tosa deixou de ser algo artesanal para se tornar extremamente técnica, pois existem estilos de cortes que podem influir no valor comercial do animal.

Dermatologicamente falando

O professor Cid Figueiredo, da Universidade Federal de Lavras (UFL), diz que diversas doenças podem ser contraídas num estabelecimento de banho e tosa com condições higiênicas inadequadas. Entre elas, destacam-se as dermatofitoses (enfermidades de pele produzidas por fungos) e as parasitoses cutâneas (sarnas), que podem surgir se os instrumentos e materiais utilizados não estiverem limpos e desinfetados. “Além dessas, outros problemas podem surgir como as ulcerações, processos inflamatórios, etc.”

De acordo com Figueiredo, o uso de produtos errados num procedimento como o banho e tosa vai desde danos à saúde do animal ao incremento de despesas aos proprietários, que poderiam ser evitadas. Portanto, todos esses estabelecimentos que manipulam ou executam serviços destinados a animais devem ter, por lei, um médico veterinário responsável. Os tratamentos dessas doenças variam conforme a sua natureza.

Apesar de haver noções de clínica dermatológica na universidade, o professor diz que seria interessante que os profissionais adquirissem conhecimentos mais específicos na área para evitar contágios e transmissão de doenças de pele. “A dermatologia veterinária é um campo efetivo de especialização profissional, uma vez que as doenças de pele estão entre as mais incidentes em cães e gatos.”

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Banho Quantas vezes um cão deve banhar-se ? A resposta difere de acordo com a raça. O poodle, por exemplo, deve ser banhado a cada quatro ou seis semanas. Já o pointer pode esperar aproximadamente três meses por um bom banho. Em geral, cães mantidos em casa pedem banhos freqüentes por questões de higiene. Antes do banho, deve-se escovar bem o pêlo, a fim de remover os pêlos mortos e desemaranhar a pelagem. O desemaranhamento do pêlo é melhor realizado com uma rasqueadeira e um pente de nós. Os utensílios normalmente usados para a prática são xampu (existem aqueles especiais para acondicionar o pêlo e os próprios para cada cor de pelagem), escova de cerdas, esponja, esteira de borracha para a banheira, duas toalhas de tamanho grande, corrente e “enforcador” (para não deixar que o animal escape da banheira), mangueira com spray (esguicho) e creme rinse (para cães de pêlo longo, exceto poodles e terriers). Muitos desemaranhamentos devem ser feitos antes do banho, porque a água tende a apertar os nós, dificultando sua remoção.

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Estômago e reto O excesso de pêlo na área do estômago deve ser removido com a lâmina dez no cortador, com o cuidado necessário para não queimar o animal com o cortador. Na área do reto, deve ser removido qualquer excesso de pêlo longo com uma tesoura ou também com uma lâmina dez para prevenir que se acumulem resíduos.

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Olhos Os olhos são preocupação constante nas raças de olhos salientes e rugas na face, como o pug, o pequinês e o terrier boston. Para a remoção de nódoas simples e para a limpeza em volta da área do olho é preciso usar um produto especial ou uma mistura de uma colher de chá de solução de ácido bórico com uma xícara de água morna aplicada no canto e embaixo dos olhos (área dos canais lacrimais).

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Orelhas Todas as raças devem ter suas orelhas limpas regularmente. Até mesmo o dono pode limpá-las semanalmente, protegendo o cão de infecções. Raças como poodle, cocker spaniel e setter inglês, que têm orelhas caídas, são propensos a maior acumulação de pêlo, que cresce na abertura do canal da orelha.

Este pêlo deve, então, ser removido para que haja ventilação no conduto auditivo. Já raças com orelhas mais abertas (pastor alemão, dobermann pinscher e manchester terrier), com menos acumulação de pêlo, pedem, mesmo assim, a aplicação de pó medicinal para ajudar a prevenir problemas.

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Rugas Cães que possuem rugas nas faces, como o bulldog, bloodhound e boxer, devem ter cuidados especiais de modo a prevenir irritação e infecção nesta área. Para limpá-las, deve-se lavar com água morna e algodão. E, depois, secá-las com um algodão seco. A seguir, deve-se aplicar talco de bebê dentro das rugas com o auxílio dos dedos. Isto deve ser feito semanalmente.

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Secagem Existem várias maneiras de se secar o pêlo. O primeiro método (embora o mais difícil) é afofá-lo, usando um secador de chão de alta velocidade. Muito usado em cães de raça poodle, afghan, sheepdog e maltês, é importante não só porque seca mas também por estreitar o pêlo.

O segundo método de secagem é conhecido como secagem em canil ou gaiola e é geralmente usado em cães de pêlo curto ou em cães que não exijam uma aparência de pêlo esticada ou felpuda. O terceiro método é a toalha e é adotado para raças pequenas e de pêlo duro, como o chihuahua, o pinscher miniatura e o manchester terrier toy.

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Tosa Existem dois tipos de tosa: o trimming (especial para exposição) e o grooming (mais usado para cães domésticos). Para o grooming, ou tosa comum, usa-se tanto a tesoura como o cortador. Quando for usar o cortador, é importante manter o pulso flexível no caso de o cão mover-se subitamente. Usa-se o cortador, em geral, seguindo a direção do pêlo. Cortar com a tesoura é uma arte um pouco mais lenta de se adquirir e requer mais horas de prática.

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Unhas Muitas raças precisam de um corte de unhas a cada quatro ou seis semanas. Para isso, há uma grande variedade de cortadores: o tipo tesoura (para cães pequenos), o tipo guilhotina (para cães médios) e o tipo alicate pesado (para cães grandes).


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