As
fêmeas devem ter pescoço mais alongado e delicado e vistas de lado terem maior
profundidade na parte posterior que anterior.
Procura-se maior porcentagem de traseiro sobre dianteiro uma vez que no traseiro
estão as carnes mais valorizadas. Deseja-se também costelas bem arqueadas, que
proporcionam maior capacidade respiratória.
Desclassificante 1) Porte leonino, o que é mais grave nas fêmeas.
2) Paletas muito salientes. 3) Traseiro pobre, costelas mal arqueadas.
Tamanho da estrutura: O animal deve ser de porte médio para
ter melhores condições de manutenção a pasto. Animais muito grandes tem maior
dificuldade de movimentação e exigem mais alimento para manutenção, tendendo a
ser mais tardios, ou seja, demoram mais para atingir a maturidade sexual e o acabamento
de gordura na carcaça. Animais muito pequenos não atingem peso desejado. O
tamanho ideal é de um “frame score” (escore em função de parâmetros referentes
à altura dos animais)
de 5 a 7, sendo toleráveis animais com 4 e 8. (ver tabelas 01 e 02 de frame
score). Deve haver harmonia entre o comprimento, a altura, a profundidade e o
tamanho dos membros. Desclassificante 1) Animais com frame score
3 ou menos / 9 ou mais. 2) Animais com membros muito grandes ou muito pequenos
(pernaltas e chatolas). 3) Animais estreitos, pouco profundos e curtos
(sem harmonia). Aprumos:
A correção dos aprumos é fundamental
para que o animal possa desempenhar suas funções como reprodutor a pasto por longo
tempo. Os animais precisam andar longas distâncias para se alimentar e reproduzir.
Os aprumos devem ser corretos e bem alinhados, pois defeitos nos aprumos podem
abreviar a vida produtiva de touros e vacas pelas dificuldades que acarretam na
locomoção e na monta. Desclassificante 1) Os
defeitos mais comuns de aprumos são: acampado de diante (estacado), sobre si de
diante (debruçado), ajoelhado, transcurvo, aberto de frente, fechado de frente,
joelhos cambaios, sobre si de trás (acurvilhado), acampado de trás, fechado de
trás, jarretes cambaios e jarretes arqueados. Musculatura: Produzir
carne é produzir músculo e portanto o animal Canchim deverá ser bem coberto de
carne. Lombo largo (tipo mesa), comprido e volumoso, assim como anca e garupa
bem conformados e volumosos, caracterizam boa produção de carne. (Figura 9). Boa
cobertura muscular nas paletas, bem como nas coxas,
interna e externamente, também são ótimos indicadores. Desclassificante
1) Animais descarnados principalmente no dorso-lombo, garupa e traseiro.
Acabamento de gordura a campo:
É uma característica determinante em qualquer sistema de classificação de
carcaça e é um dos indicadores da precocidade do animal. Não basta ter peso para
o abate, é necessário ter acabamento de gordura (ver introdução do padrão) o que
nem sempre é fácil com animais exclusivamente a pasto. O ideal é que o animal
não coloque gordura somente após o término do seu crescimento. O acabamento
caracteriza-se por uma cobertura de gordura que reveste a musculatura da carcaça,
não permitindo visualizar músculos muito
definidos (superfície lisa). Quando os animais estiverem em bom estado de alimentação,
devem mostrar acúmulo de gordura visível em certas regiões do corpo como maçã
do peito, capa da costela, na inserção de cauda, na virilha, etc. É
uma característica de difícil avaliação em animais vivos, principalmente em reprodutores
exclusivamente a pasto. Pode-se ter uma idéia apalpando o animal. Nos animais
destinados ao abate, é desejável espessura em torno de 6 mm de gordura. Desclassificante
1) Animais secos e com musculatura muito definida (musculatura dupla), revelando
falta de cobertura mínima de gordura. Peso a campo: O
ganho de peso a campo é uma das características que define a precocidade do animal;
é muito fácil de ser avaliado e extremamente importante já que a finalidade da
raça Canchim é produzir carne a pasto. É obrigação de qualquer criador de
gado de seleção ter uma balança e pesar os seus animais. Pesagens ao nascimento,
desmama e sobreano são obrigatórias. Em condições normais de pastagem, os
pesos a campo desejáveis para a raça são:
|
| Machos
(kg) | Fêmeas
(kg) | |
* Nascimento |
30
- 42 |
28
- 40 | |
Desmama
( 8 m ) min. |
200
|
185
| |
Adulto ( 4 anos) |
650
- 850 |
450
- 550 | *Machos e fêmeas que nascem muito grandes tendem a produzir
filhos com alto peso ao nascer, o que ocasiona problema de parto e aumento do
intervalo entre partos no rebanho, e portanto devem ser descartados para reprodução.
Animais devem nascer pequenos e ter crescimento
rápido. O controle ponderal permite melhorar a seleção racial, seja pela comparação
entre animais de um mesmo rebanho, seja de rebanhos diferentes. Permite também
a implantação da DEP (diferença esperada na progênie) na raça Canchim, o que permitirá
identificar animais melhoradores independentemente do rebanho a que pertençam
e das condições alimentares a que estejam submetidos. Assim, para registro
dos animais, são obrigatórias ao menos as pesagens ao nascer, desmama e sobreano,
devendo as mesmas serem enviadas à Associação de Criadores Canchim.
ATRIBUTOS
RACIAS Fertilidade a campo A fertilidade a campo é
caracterizada para os machos pelo exame andrológico e para as fêmeas pela prenhez.
Exame andrológico apto até 24 meses para os machos e prenhez até 27 meses para
as fêmeas são desejáveis. Desclassificantes
1) Machos sem exame andrológico positivo aos 27 meses e fêmeas sem prenhez
confirmada até os 30 meses. Características
raciais:
O Canchim é uma raça sintética e portanto passível de ser aperfeiçoada
não só pela seleção dentro da própria raça, mas também utilizando-se a seleção
das raças que a compõem, zebuínas e charolesa, graças aos sistemas de cruzamento
permitidos na sua formação. A caracterização racial é requisito
absolutamente necessário para definição da raça Canchim, de maneira que em quaisquer
circunstâncias ao se deparar com um animal da raça possa-se imediatamente identificá-lo
como Canchim. . Cabeça - As características de cabeça
como forma, fronte, chanfro, orelhas e tamanho estão mais relacionadas à aparência
do animal do que à produtividade. Entretanto, algumas delas estão ligadas à masculinidade
ou feminilidade. . Forma - De
ataúde, mais larga e mais curta nos machos e mais fina e alongada nas fêmeas.
Desclassificante Estreita
e longa nos machos e mais larga e mais curta nas fêmeas. . Fronte - Larga,
plana ou com pequena depressão central. Perfil retilíneo ou semi-retilíneo. Desclassificante Perfil
convexo ou côncavo. . Chanfro - Retilíneo,
mais largo e curto nos machos e mais fino e alongado nas fêmeas. Desclassificante Estreito
e longo no macho, largo e curto na fêmea. Acarneirado ou desviado.
. Focinho - Com
narinas largas e pigmentado nas diversas tonalidades. Desclassificante Pele
rósea e despigmentada. .
Olhos
- Elípticos
com pele periocular pigmentada. Desclassificante
Pele
periocular despigmentada. .
Chifres
- Mocho
natural ou amochado. .
Orelhas
- Pequenas
ou de tamanho médio. Desclassificantes
Muito
grandes. .
Maxilares
- Os
animais deverão ter os maxilares proporcionais entre si (maxilar superior e inferior)
e também com o tamanho da cabeça. Desclassificantes
1)
Bragnatismo: tamanho do maxilar menor que o normal, tanto no inferior como
no superior. 2) Prognatismo: tamanho do maxilar maior que o normal, tanto
no inferior como no superior. . Pelagem -
A cor da pelagem influencia a quantidade da radiação solar que é refletida. A
pelagem mais escura absorve mais calor do que a pelagem mais clara, o que aumenta
a temperatura da pele, podendo aumentar a temperatura corporal, provocando efeitos
indesejáveis no animal. A pelagem do animal pode, portanto, ser característica
importante para a tolerância ao calor em regiões tropicais, sendo as pelagens
mais claras as mais desejáveis. O padrão da raça Canchim permite a cor creme
em várias tonalidades até o amarelo, exceto as escuras, estando em consonância
com a grande variação de clima das várias
regiões do País. Desclassificantes Manchas
localizadas, mão branca, barriga branca, estrela na testa, cara branca, malhas
bem definidas pelo corpo e pelagem araçá; pelagens castanhas (marrom), avermelhadas
e cinzas acentuadas quando predominantes. . Pelos - Os
pelos curtos, sedosos e brilhantes indicam boa adaptação ao clima tropical. Deve-se,
portanto, trabalhar para tornar os pelos do Canchim ainda mais curtos, sedosos,
brilhantes e com alta densidade (quantidade de pelos por área).No inverno, animais
adaptados podem se cobrir de pelos mais longos como defesa, desde que pelichem
cedo na primavera (percam os pelos longos). Desclassificante Pelos
grosseiros e altos que revelam falta de adaptação. Baixa densidade. . Pele - A
pigmentação da pele é importante para evitar problemas causados pela intensa radiação
solar, devendo a pele ser bem pigmentada.
Desclassificante Despigmentação.
. Pescoço -
Deve ser musculoso com garrote proeminente nos machos caracterizando sua masculinidade,
e mais longo e delicado nas fêmeas, caracterizando sua feminilidade. Desclassificante Falta
do mini-cupim no macho e presença do mesmo na fêmea. . Barbela - Barbela
deve ser média e contínua nos dois sexos, maior no macho. Desclassificante Excesso
de barbela ou degolado. . Dorso - Lombo - O
dorso-lombo deve ser largo, comprido e plano caracterizando bom arqueamento de
costelas. A área do “olho do lombo” medida na 12a. costela (conta-se
no sentido da cabeça para a cauda) é um excelente indicador da musculosidade do
animal em termos de rendimento de porção comestível (usada em diversos sistemas
de classificação de carcaça). Desclassificante Linha
dorso lombar selada, curta e estreita. . Anca e Garupa - O
moderno Novilho de Corte deve ter a anca e a garupa bem amplas, caracterizando
grande produção de carne. Os ísquios e íleos bem afastados e distantes ampliam
o traseiro o que tende a facilitar o parto nas fêmeas. Desclassificante Garupa
muito inclinada com ísquios e íleos pouco afastados. Garupa estreita.
. Costelas - As
costelas devem ser compridas e bem arqueadas, resultando em flancos cheios e peito
largo com grande capacidade respiratória, sem produzir um dianteiro pesado. Desclassificante Tórax
deprimido e costelas compridas e pouco arqueadas que resultem num dianteiro muito
pesado. . Ventre - O
ventre deve ser comprido e paralelo
à linha superior. Desclassificante Ventre
proeminente, barrigudo. . Cauda - A
cauda deve ser inserida harmonicamente na
garupa. Desclassificante Inserção
adiantada, principalmente na fêmea. Não confundir com osso sacro proeminente.
. Cascos e Pés - Os
cascos e os pés fazem parte da estrutura óssea do animal, tendo, portanto, forte
influência nos aprumos do mesmo. Os pés devem ser grandes, largos e profundos
e ter unhas de formas e tamanhos iguais que apontem para a frente. Os cascos devem
ser bem pigmentados, fortes e bem implantados nos pés, além de aprumados e de
bom tamanho. Desclassificante Cascos
mal implantados, pés pequenos, cascos com pouca profundidade na parte posterior,
estreitos, sapateiro, encastelados e despigmentados. . Órgãos Sexuais - Dos
machos: A bolsa escrotal deve ser observada quanto a sua simetria, conformação,
mobilidade dos testículos, como também quanto a
quaisquer alterações patológicas, coloração indesejável, pigmentação e
dermatites. Os testículos têm a sua mobilidade controlada pelo músculo cremaster,
distanciando-se ou aproximando-se do abdômen, dependendo de fatores externos (frio,
calor, estresse, etc...). A bolsa escrotal é pendular, colocando bem visível
os testículos e o epidídimo, não podendo ser excessivamente longa ( sujeito a
traumatismo) ou curta. Estando muito próxima
ou distante do abdômen pode ter o mecanismo termorregulador comprometido e,
em conseqüência, comprometer a espermatogênese (formação de espermatozóides).
A rotação dos testículos, que é anormal, não deverá ultrapassar 45°, podendo ser
uni ou bilateral. Os testículos devem ser avaliados quanto a posição, simetria,
mobilidade, consistência, forma e tamanho. Os testículos devem ser volumosos,
simétricos, ter mobilidade e consistência fibroelástica (a mesma de um bíceps
humano contraído). Um dos principais fatores que afetam o desempenho reprodutivo
do touro é o tamanho dos testículos, sendo a circunferência escrotal a sua medida
mais comum. Estudos em gado de corte demonstram que a circunferência escrotal
dos touros está relacionada favoravelmente com a precocidade de ganho de peso
dos animais, qualidade do sêmen, idade à puberdade e fertilidade nos machos e
com características de fertilidade das fêmeas. Além destes pontos positivos a
circunferência escrotal é fácil de ser medida e apresenta herdabilidade média,
justificando sua utilização como critério de seleção. Na tabela a seguir
são apresentados valores mínimos da circunferência escrotal de animais
criados a pasto, para a raça Canchim, de acordo com a idade, sendo obrigatória
a sua medida por ocasião das pesagens e exame andrológico. CIRCUNFERÊNCIA
ESCROTAL MÍNIMA A seleção para circunferência escrotal deve
ser feita o mais cedo possível na vida do animal pois é uma característica ligada
à precocidade reprodutiva. Desclassificante
Monorquídicos (somente um testículo na bolsa),
hipoplásicos (subdesenvolvimento testicular uni ou bilateral),
criptorquidismo (um ou os dois testículos não descem na bolsa), mal posicionamento,
falta de termoregulação, pouco desenvolvimento e circunferência escrotal inferior
ao da tabela, além de epidídimos
subdesenvolvidos. .
Órgãos Genitais das Fêmeas – Vulva e Úbere A
vulva deve ser quase vertical, proeminente, com abertura grande. O úbere deve
ser saliente, bem implantado, com tetas médias, simétricas e bem separadas.
Desclassificante Vulva pequena,
tendência horizontal e pouca abertura. Úbere com tetas muito grandes ou
muito pequenas ou muito assimétricas. .
Umbigo e Prepúcio Os
animais devem ter o umbigo curto ( distância entre a parede abdominal e ósteo
prepucial), uma vez que é comum a perda total de um reprodutor, ou mesmo a redução
no seu desempenho reprodutivo, como resultado de uma inflamação iniciada por uma
lesão no prepúcio, pelo fato de estar o mesmo muito próximo ao solo. A posição
do prepúcio em relação a parede abdominal deve ser ligeiramente inclinada, evitando-se
a posição pendular. O ósteo prepucial (abertura do prepúcio por onde se espõe
o pênis) deve apresentar-se delicado, sem abertura excessiva, ser bem protegido
com pelagem densa evitando ataque de insetos e traumas mecânicos. Desclassificante
Umbigo
grande, prolápso acentuado do prepúcio ou abertura prepucial exagerada
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