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O Cisto de Pena ou "Caroço Hereditário" é um aumento de volume que ocorre
na pele de algumas espécies de aves, caracterizando-se pelo desenvolvimento anormal
do folículo, da haste e da pena, fazendo com que estas se curvem, assemelhando-se
a um "caracol". Em alguns tipos de pássaros, a má formação da plumagem
e o aparecimento de Cistos de Pena são decorrentes de traumas, bem como de má
nutrição, processos virais, bacterianos ou infecções parasitárias. Esta disfunção
manifesta-se em parte no folículo, ocasionando o crescimento irregular da pena,
fazendo com que esta se enrole, assumindo uma forma assimétrica, frisada, impedindo
a comunicação com a epiderme. Isso leva a um quadro de foliculite, cujas lesões
podem romper-se liberando exsudato, constituído por penas "fracassadas",
queratina e gordura produzida por glândulas sebáceas da pele.
Nota-se que, ao redor do cisto, as penas não apresentam a padronagem normal, ficando
desorganizadas, aparentando estar umedecidas ou mesmo engorduradas. Uma vez rompido
o cisto, a vazão do exsudato de coloração ocre (bege), ali contido, exala um cheiro
fétido, provocando um processo de dermatite ulcerativa.
Raças suscetíveis - As aves nas quais se manifesta com mais freqüência
esta anomalia são os canários, araras, periquitos australianos, e raramente os
papagaios. Em canários das raças "Norwich", "Gloucester" e
seus descendentes, o cisto de pena é mais comum, uma vez que estas raças foram
geneticamente selecionadas para produzirem uma plumagem extra e acabaram sendo
predispostas a esta síndrome. Remoção do cisto
- O tratamento dos cistos pequenos pode ser realizado com a retirada manual do
nódulo, ou com extrato de tireóide (pó), na dosagem de 1,5 mg por 20,0 g/peso/diariamente,
misturado com a alimentação, que induzirá a uma nova muda.
Nos casos de cistos grandes ou numerosos, é indicado o uso de anestesia inalatória,
possibilitando assim a incisão, a curetagem e a cauterização com iodo povidine,
fenol, ou nitrato de prata, para destruir o folículo. A total retirada cirúrgica
é efetiva, mas deve-se ter muito cuidado com os outros folículos ou vasos sangüíneos
que estão nas proximidades. No pós-operatório, as asas
devem ser imobilizadas para prevenir movimentos, até que ocorra a cicatrização
por segunda intenção. Os folículos próximos (ao redor), devem ser lavados com
solução salina morna várias vezes ao dia, retirando-se delicadamente os detritos.
Hemorragia, quando houver, pode ser controlada através de ligadura com fio inabsorvível
6-0, ou através de sutura simples contínua da pele, também com fio inabsorvível.
Deve-se ressaltar que a possibilidade de recidiva é muito
grande. |