|
Ela tem várias indicações como: não aceitação do macho pela fêmea ou vice-versa,
diferenças de tamanho e peso dos cães, auxiliar quando um dos dois possui algum
tipo de dificuldade na monta natural por causa de problemas físicos (p.e. discoespondilite),
manejo do canil e diminuição de distâncias geográficas, uma vez que o sêmen resfriado
e congelado podem ser transportados. Primeiramente é necessário
que tanto o macho como a fêmea a serem utilizados estejam bem de saúde, não possuindo
nenhum sinal nem sintoma de doença infecto-contagiosa ou seja portador de anomalia
genética. E que o cruzamento seja desejável em termos de padrão da raça em questão.
Quando estes fatores estão de acordo, deverá ser realizado
um exame andrológico no macho para verificar se está tudo normal dentro da esfera
reprodutiva. Um dos ítens deste exame é a análise do sêmen, onde são verificados
parâmetros seminais como motilidade, vigor, concentração, pH e morfologia espermáticas.
Uma vez verificada a qualidade mínima para utilização do sêmen, este poderá ser
utilizado fresco ou puro, diluído, resfriado ou congelado.
Para a fêmea é necessário que a mesma esteja no momento ideal de ser inseminada,
ou seja, seu óocito em condições de ser fertilizado. Para tal devemos realizar
exames que nos auxiliarão em determinar o período no qual isto irá ocorrer ou
até mesmo o dia provável. Estes exames são citologia vaginal e dosagens hormonais
(progesterona e hormônio luteinizante). Uma vez identificando o momento ideal
de realizar a inseminação, a mesma poderá ser feita via vaginal ou cirúrgica,
dependendo da qualidade do sêmen e do tipo de tecnologia à qual ele foi submetido.
Os resultados são os melhores possíveis, chegando à índices
de 90% de prenhez positiva com o nascimento de filhotes lindos e saldáveis. Vale
a pena aprender. |