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As
principais opções para a alimentação de leitões em desmama são as rações
peletizadas e fareladas (em pó, úmidas ou líquidas). A escolha por essa
ou aquela é definida de acordo com as características de cada granja
pois, no que diz respeito à composição nutricional, podem ser semelhantes,
tanto que as peletizadas são produzidas a partir das fareladas. Saber
como cada uma é preparada pode ajudar na decisão.
Entao, vamos aos fatos. De acordo com Claudeta Hara Klein, da Embrapa
Suínos e Aves (Concórdia/SC), a peletização pode ser definida como uma
aglomeração de partículas pequenas, por meio de processos mecânicos,
em combinação com umidade, pressão e calor. "As indústrias de alimentação
animal começaram a peletizar as rações para otimizar o consumo por parte
dos animais e, consequentemente, seu desempenho", afirma Claudeta
Klein.
Para o pesquisador da Embrapa, Jorge Vitor Ludke, essa otimização no
consumo tem uma explicação. "Os fatores que influenciam a resposta
dos leitões frente a preferência pelo pelete são o tamanho e a dureza",
afirma. O tamanho do pelete é determinante, porque quando supera 2,5
mm de diâmetro o consumo é reduzido, pois dificulta a ingestão pelos
leitões. A dureza também tem limites. Se o produto é excessivamente
duro, situação que pode ser causada devido aos ingredientes utilizados
na fabricação, deixa de ser atrativo para os animais. Além do consumo,
Jorge Ludke ressalta outros fatores positivos das rações peletizadas,
tais como redução de desperdício, menor produção de pó, menor seleção
dos ingredientes pelos leitões e redução no espaço necessário para armazenagem.
O custo mais alto, devido ao processo de peletização que envolve tecnologia
mais avançada, assusta alguns suinocultores, mas é compensado pelos
resultados. "Com o aumento do consumo da ração, o custo acaba sendo
superado pela produtividade", diz Jorge Ludke.
Antes de se completar o processo de peletização, há uma etapa na qual
ocorre a gelatinização do amido, o que aumenta a concentração de amido
solúvel na ração. A conseqüência é a maior digestibilidade das frações
energéticas de produtos com elevado teor de fibra.
A fabricação de rações peletizadas exige especialização, pois a formulação
pode ser prejudicada. Uma grande preocupação diz respeito à alta concentração
de gordura nas dietas. "Níveis de gordura acima de 6% conduzem
à impossibilidade de confecção de um pelete resistente", informa
o pesquisador da Embrapa.
FARELADAS As rações fareladas são preparadas por meio
de moagem. Todos os ingredientes são moídos e misturados homogeneamente
sem nenhum processo de umidificação, ficando em forma de pó. A princípio,
o consumo desse tipo de ração por leitões desmamados é inferior, mas
há muitos suinocultores utilizando essa ração de forma econômica e com
resultados satisfatórios.
A alternativa encontrada para otimizar o consumo foi a adição de água
à ração tornando-a mais atrativa. "Os animais tem uma certa dificuldade
em ingerir rações com muito pó. Uma ração mais líquida, ou mais úmida,
aumenta o interesse por parte dos animais, já que o consumo é facilitado",
explica Jorge Ludke. A ração farelada voltou a ser utilizada em maior
escala devido à complexidade nutricional para a adição de determinados
ingredientes, que dificultavam a peletização. Além de mais atrativa,
seu custo é bem baixo. "Os leitões conseguem ingerir melhor a ração,
apresentando conversão alimentar superior. O criador terá custo reduzido
e poderá explorar ao máximo a capacidade de cada animal", diz o
pesquisador.
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