|
Parece
brincadeira, mas medicação é assunto para médico. Muitos funcionários
e até mesmo produtores estão "errando a mão" ao tomarem para
si a responsabilidade de receitar ou utilizar medicamentos sem o devido
acompanhamento profissional. Qualquer que seja o tratamento, este deve
ser orientado por um técnico qualificado. O pior é que não há casos
isolados. A maioria das ocorrências estão na medicação inadequada de
injetáveis para leitões e de mistura de remédios em rações.
No caso dos injetáveis, Abrão A . F. , médico veterinário e diretor
da Vet Life, em Nova Odessa (SP), explica que é importante para o produtor
ter conhecimento ou ser orientado sobre a posologia adequada e a freqüência
da administração. Precisa saber qual é o nível sanguíneo de cada base
de antibiótico que conseqüentemente requer em uma reaplicação de tempo
em tempo e por um determinado período ou dias, evitando assim sub-dosagem
e resistência ao antibiótico utilizado.
"Em qualquer situação deve-se fazer um diagnóstico clínico antes
de optar pelo uso de antibiótico", recomenda Abrahão. O produtor
nunca deve utilizar medicações na tentativa de acerto, objetivando atingir
ao acaso o agente que esta causando a infecção. O correto é fazer cultura
bacteriana para conhecer o agente causal da doença e o uso de antibiograma
para eleição do antibiótico a ser utilizado.
Segundo Abrahão, a associação de antibióticos pode resultar em sinergismo
(potencialização do antibiótico) ou antagonismo (comprometimento da
sua eficácia). "Sempre esta associação deverá ser orientada por
um profissional qualificado". O diretor da Vet Life ensina que
cada base de antibiótico tem o seu tempo de administração, por isso
é importante não prolongar o tratamento evitando assim superinfecção.
O próprio manejo deve ser cuidadoso: utilizar agulha compatível com
tamanho do animal; esterilizar seringas e agulhas que serão reutilizadas;
e fazer a assepsia no local a ser aplicado, evitando a ocorrência de
infecções locais como abscessos.
Outro aspecto importante diz respeito ao tempo de carência de cada antibiótico:
o produtor deve atentar para a validade do remédio e o período de permanência
da droga no corpo do animal, evitando efeito residual na alimentação
humana. "O pecuarista deve procurar utilizar produtos idôneos,
de origem certificada e registrado no Ministério da Agricultura. Bom
lembrar que as autoridades brasileiras precisam adotar uma legislação
oficial mais rígida na comercialização e utilização de antibióticos
no Brasil", salienta.
Medicamentos
na ração
Aqui também a recomendação é básica: antes de sair misturando drogas
e combinando princípios ativos na alimentação dos suínos, é necessário
que seja feito um diagnóstico clínico que defina a melhor opção pelo
uso de antibiótico. E, é claro, o tratamento deve ser orientado por
um profissional qualificado.
Utilize drogas certificadas e registradas no Ministério da Agricultura
e fique atento a concentração do principio ativo, prazo de validade,
posologia, toxidade, tempo de carência do produto. A opção por drogas
"mais baratas" sem que seja observada a concentração da mesma,
pode tornar o tratamento muitas vezes mais oneroso, correndo riscos
de não se alcançar o resultado esperado.
O veterinário Abrão A . F. Abrahão recomenda que, na inclusão do antibiótico
na ração, seja feita uma pré-mistura do antibiótico com parte da ração
antes da inclusão total na batida de ração. O produtor deve utilizar
misturadores e balanças em boas condições de conservação, passando por
limpeza, manutenção e aferição periódica. Com relação ao antibiótico,
este deve ser estocado em local seco e arejado, mantendo-o em cima de
pallets. Também é importante que a pessoa responsável pela fabricação
da ração, tenha qualificação. Caso não tenha experiência, o produtor
deve requisitar dos técnicos representantes de laboratórios ou dos fabricantes
de suplementos, que oriente este funcionário sobre a importância da
pesagem, o tempo de batida e a mistura (sendo que cada equipamento tem
um tempo ideal para obter uma perfeita mistura).
“Por questões operacionais e de custo, muitas vezes não é seguido corretamente
o período do tratamento e a dosagem, levando ao insucesso do tratamento
e a resistência ao antibiótico”, conclui Abrahão. Aqui, como no caso
dos injetáveis, È importante que se respeite o tempo de carência de
cada antibiótico, evitando efeito residual na alimentação humana.
Recomendações
importantes:
-
O
produtor tenha noções ou seja orientado da posologia adequada, da
freqüência da administração, do nível sanguíneo de cada base de
antibiótico que conseqüentemente requer em uma reaplicação de tempo
em tempo e por um determinado período/dias, evitando assim sub-dosagem
e resistência ao antibiótico utilizado;
-
Evitar
medicações na tentativa de acerto, objetivando atingir ao acaso
o agente que esta causando a infecção. O importante que se faça
cultura bacteriana para conhecer o agente causal da doença e o uso
de antibiograma para eleição do antibiótico a ser utilizado;
-
A
associação de antibiótico pode resultar em sinergismo (potencialização
do antibiótico) ou antagonismo (comprometimento da sua eficácia),
sempre esta associação deverá ser orientada por um profissional
qualificado;
-
Cada
base de antibiótico tem o seu tempo de administração, por isso é
importante não prolongar o tratamento evitando assim superinfecção.
|