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Fatores
nutricionais que afetam a viscosidade intestinal
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Apesar
de poucas informações de pesquisa sobre a viscosidade intestinal em
leitões, sabe-se que fatores nutricionais afetam seu rendimento, assim
como outros problemas digestivos, que são também complexos. A ingestão
de certos alimentos (ingredientes – nutrientes) modificam consideravelmente
a capacidade de solubilidade e digestibilidade do organismo animal.
Verifica-se, por exemplo, a dificuldade de “quebrar” os carboidratos
de origem não amilácea, além do que existem diferenças na composição
de carboidratos dos principais grãos usados na alimentação de leitões
que afetam o desempenho do animal, aumentando a viscosidade. Segundo o professor Antônio Gilberto Bertechini, da Universidade Federal de Lavras (MG), o amido é o principal carboidrato solúvel altamente digestível no trato digestivo dos suínos. “A principal enzima que desdobra o amido é a a-amilase pancreática. Esta enzima tem especificidade de ação sobre as ligações glicosídicas do tipo a 1,4. Os carboidratos não amiláceos possuem ligações do tipo b 1,3 e 1,4, não sendo digeridos pela enzima endógena desses animais”, explica. “As pentosanas e os b-glucanos a nível intestinal, aumentam a viscosidade da digesta, afetando o valor nutricional dos cereais, seja por falta de enzimas endógenas para sua digestão ou mesmo, criando barreiras de ação das enzimas digestivas”. O
verdadeiro efeito do aumento da viscosidade sobre a digestão dos nutrientes
ainda não está bem estabelecido, mas parece que o caso das barreiras
de ação das enzimas endógenas impedindo uma melhor difusão das mesmas,
seja a teoria mais aceita atualmente.
Reduzir a viscosidade
Os suínos não possuem enzimas que desdobram as pentosanas e os b- glucanos. A utilização de enzimas exógenas, parece ser a saída para redução da viscosidade intestinal provocada pela ação desses carboidratos solúveis não amídicos. Bertechini explica: “Apesar desses polissacarídeos não amiláceos constituírem pequena fração dos carboidratos totais, eles possuem efeito bastante significativo na viscosidade da digesta”. Assim,
conforme o pesquisador, a utilização de enzimas exógenas teria duas
finalidades básicas. A primeira, reduzindo as barreiras de ação enzimática
sobre a digesta e a segunda,
aumentando a produção de glicose intestinal, que em última análise,
resultaria em aumento do aproveitamento energético da dieta. “Resultados
de pesquisas realizadas com frangos de corte, por exemplo, tem evidenciado
melhorias da ordem média de 10% sobre a digestibilidade de aminoácidos”,
assegura. “Estudos realizados com frangos de corte evidenciam grande efeito inibidor da ação da lipase pancreática, devido ao aumento de viscosidade provocada pela ação dos PNA”, completa. |
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| FONTE: Revista Alimentação Animal Número 19 - Jul/Set/2000 Sindicato Nacional da Indústria Alimentação Animal SINDIRAÇÕES R Cláudio Soares, 160 CEP 05422-030 São Paulo-SP Tel: (11) 3031-3933 / Fax: 3032-9216 E-mail: sindiracoes@uol.com.br |
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