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O
conhecimento dos fatores que afetam a composição nutricional do leite
pode gerar pelo menos dois benefícios importantes ao produtor. Em primeiro
lugar, trata-se de uma ferramenta importante na avaliação nutricional
da dieta, podendo revelar informações sobre a eficiência de utilização
dos nutrientes e sobre a saúde animal. São dados que auxiliam no melhor
balanceamento da dieta, resultando em melhor desempenho ou redução de
custos.
Pela avaliação do teor de gordura, por exemplo, é possível especular
sobre a ocorrência de cetose no início da lactação, acidose ruminal,
insuficiência de fibra, severidade do stress térmico e ainda avaliar
o manejo da alimentação, entre outros aspectos. Pela proteína do leite,
é possível detectar se a proteína microbiana está sendo produzida em
quantidades suficientes e se há suprimento adequado de aminoácidos essenciais
para absorção pela glândula mamária.
O segundo benefício ainda engatinha no Brasil. Alguns países de pecuária
tradicional e voltada para exportação ou produção de derivados, como
Nova Zelândia e Holanda, têm em seu sistema de pagamento do leite a
quantidade de componentes produzida. Outros países, como os Estados
Unidos, tem adotado o MCP ("multiple component price"), para
remunerar os produtores baseando-se nos níveis de gordura, proteína
e sólidos não gordurosos. Isso acontece porque a indústria obtém maior
rendimento na fabricação de derivados, podendo então pagar melhor o
produtor com leite mais rico.
Um ponto fundamental é que, em sistemas de pagamento por componentes,
não se deve prestar atenção apenas na porcentagem dos componentes. Na
maioria dos sistemas, a remuneração é baseada no total de componentes
produzidos, de forma que reduções na quantidade de leite produzida,
ainda que com aumento do teor de componentes, devem resultar em diminuição
da receita.
Ainda que por aqui isso não seja a realidade geral, vários produtores
já estão monitorando gordura, proteína, sólidos e contagem de células
somáticas em equipamentos recém-adquiridos por cooperativas, laticínios
e associações de produtores, e há a tendência da adoção de programas
de bonificação com base nesses parâmetros. Logo, é pertinente entender
melhor os aspectos nutricionais que influenciam a composição do leite.
Há basicamente três maneiras de influenciar no teor de gordura e proteína
do leite: seleção genética, identificação e manipulação dos genes que
controlam a composição do leite e a nutrição. A tabela 1 traz os valores
médios de gordura e proteína do rebanho leiteiro norte americano nos
últimos 15 anos. Nota-se que a relação proteína/gordura varia de 0,80
na raça Jersey para 0,89 na raça Pardo-Suíça. Além da raça, o estágio
de lactação, a estação do ano e a saúde animal afetam a composição do
leite.
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Tabela
1 – Teores médios de gordura e proteína para algumas raças
nos EUA
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RAÇA
|
%
GORDURA
|
%
PROTEÍNA
|
PROTEÍNA/GORDURA
|
|
Holandês
|
3,64
|
3,20
|
0,88
|
|
Jersey
|
4,73
|
3,78
|
0,80
|
|
Pardo-Suiço
|
4,02
|
3,56
|
0,89
|
Dentre os dois parâmetros, a gordura é aquele mais facilmente influenciável
pela nutrição. Enquanto a proteína, em casos extremos, varia cerca de
0,4 unidades percentuais, a gordura pode variar entre 2 e 3 unidades
percentuais. Convém ainda lembrar do teor de lactose, cuja média americana
é 4,75%, sendo muito difícil de ser alterado, e dos minerais, que giram
em torno de 0,70%.
Supondo produção de leite constante, o teor de gordura é o fator que
determina a quantidade de energia líquida direcionada a produção pelo
animal. A tabela 2 mostra que, para produção de 30 kg/dia, a elevação
do teor de gordura relaciona-se positivamente com a quantidade de energia
líquida exigida pelo animal. Em função disso, costuma-se corrigir a
produção de leite em determinada situação para 3,5% ou 4,0% de gordura.
Nota-se, na mesma tabela, que a redução do teor de gordura reduz significativamente
a produção corrigida para 3,5%.
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Tabela
2 – Efeito da % de gordura do leite na exigência de energia
líquida e na determinação da produção corrigida para 3,5%
de gordura
|
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Prod.
Leite kg/d
|
%
de gordura
|
Mcal
de energia líquida de lactação/d
|
Prod.
Corrigida para 3,5%
|
|
30
kg
|
2,0
|
28,05
|
22,5
|
|
30
kg
|
2,5
|
29,49
|
24,9
|
|
30
kg
|
3,0
|
30,94
|
27,4
|
|
30
kg
|
3,5
|
32,38
|
30,0
|
|
30
kg
|
4,0
|
33,82
|
32,3
|
É evidente que, em situações nas quais a produção de gordura não é valorizada,
é teoricamente mais interessante trabalhar com baixo teor de gordura,
desde que a saúde do animal não esteja comprometida, como ocorre em
animais com acidose. Afinal, no exemplo da tabela 3, a diferença entre
produzir um leite com 2,0% de gordura e 4,0% representa quase 6 Mcal
de energia líquida, ou aproximadamente 3,5 kg de milho ou ainda 13 kg
de silagem de milho com 30% de MS e boa qualidade. No entanto, quase
sempre baixos teores de gordura implicam em prejuízo a saúde animal,
de forma que esta estratégia não é recomendável.
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Tabela
3 – Aspectos que, de forma geral, determinam o teor de gordura
do leite
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|
O
que aumenta o teor de gordura no leite
|
O
que reduz o teor de gordura no leite
|
|
Baixa
produção de leite
|
Alta
proporção de concentrados
|
|
Alto
teor de fibra na dieta (FDN)
|
Baixo
teor de FDN efetiva (< de 21%)
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Perda
de peso excessiva no início da lactação (>0,9 kg/dia)
|
Alto
teor de carboidratos não estruturais na dieta
|
|
Fornecimento
de gordura ruminalmente inerte ou saturada (resposta variável)
|
Alimentos
muito moídos ou de rápida degradação ruminal
|
|
Baixo
teor de concentrado
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Subprodutos
fibrosos no lugar de volumosos
|
|
Tamponates
em dietas à base de silagem de milho, incluídos entre 0,75
e 1,0% da MS
|
Dietas
úmidas (> 50% de umidade)
|
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Subprodutos
fibrosos no lugar de concentrados ricos em amido
|
Fornecimento
de mais de 2,5 kg de concentrados por vez (em rebanhos sem
ração completa)
|
|
Fornecimento
de ração completa em comparação ao fornecimento do concentrado
separado do volumoso
|
Alto
teor de gordura insaturada na dieta (> 6 g/100 g de FDA)
|
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Cultura
de leveduras (inconsistente)
|
Utilização
de ionóforos
|
|
Manejo
de alimentação: espaço de cocho suficiente (0,80 m/vaca),
vários tratos diários.
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Mudanças
bruscas na dieta, sem adaptação previa
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| |
Estresse
térmico
|
| |
Falta
de conforto
|
No intuito de entender o efeito da dieta no teor de gordura é necessário
conhecer os aspectos que envolvem a síntese desta pela glândula mamária.
Há dois tipos de precursores para a gordura: ácidos graxos de cadeia
curta (4 a 14 carbonos), sintetizados na glândula mamária a partir de
acetato e beta-hidroxibutirato, que são compostos produzidos pela fermentação
ruminal de carboidratos e ácidos graxos de cadeia longa, obtidos diretamente
da dieta (passaram intactos pelo sistema digestivo), ou pela mobilização
de gordura corporal. Assume-se que cerca de 50% da gordura do leite
são produzidos na glândula a partir dos precursores ruminais.
TEORES
BAIXOS DE GORDURA SAO PREJUÍZO A SAÚDE ANIMAL
A tabela 3 traz os aspectos que contribuem para a elevação e redução
dos teores de gordura no leite. De forma geral, a baixa porcentagem
de gordura relaciona-se a dietas com alto teor de concentrados, condutivas
a acidose ruminal. Neste cenário, geralmente observam-se vacas magras
apesar da alta ingestão de energia, diarréias, consumo flutuante de
matéria seca, fezes com cheiro ácido, alta incidência de deslocamento
de abomaso (> 3% dos partos), laminite, abcessos no fígado, juntas
inchadas e edemas de úbere.
A hipótese tradicionalmente empregada para explicar a relação entre
excesso de concentrado e baixa gordura centraliza-se na alteração da
proporção de ácidos graxos produzidos no rúmen. O aumento do concentrado
eleva a produção de ácidos, concorrendo para a redução do pH ruminal.
Sob pH ruminal menor do que 6,0, a degradação de fibra é bastante prejudicada,
diminuindo a produção de ácido acético em contraposição ao ácido propiônico,
que aumenta. Sendo o ácido acético o principal precursor da gordura
do leite, estaria explicada a relação.
Nos últimos anos, porém, novas hipóteses têm sido veiculadas a respeito
do efeito do pH ruminal na gordura do leite. Pesquisas recentes têm
verificado que a presença de ácidos graxos-trans (AGT), notadamente
o isômero trans-10 do ácido octadecenóico, reduz drasticamente a gordura
do leite. Experimentos tem mostrado que esses ácidos inibem a síntese
de gordura pela glândula mamária. Há evidências de que quando o pH ruminal
é reduzido aumenta a produção desses ácidos no rúmen do animal. Logo,
a queda da gordura do leite estaria relacionada ao acúmulo destes AGT
e não a redução na disponibilidade de ácido acético, que seria um efeito
secundário.
Além da quantidade de concentrados, o tipo de alimento e o grau de processamento
afetam a suscetibilidade à acidose. Sendo assim, grãos de sorgo são
menos problemáticos do que grãos de cevada, por exemplo, e quanto mais
moído o cereal maior o risco de acidose. Além do teor de concentrados,
a porcentagem de fibra efetiva afeta a gordura do leite. Fibra efetiva
é aquela que estimula a ruminação e, com isso, a produção de saliva,
sendo geralmente relacionada ao tamanho de partícula. O processamento
excessivo de silagens e fenos (peletização, moagem), reduz o teor de
fibra efetiva.
Em teoria, recomenda-se que cerca de 20% das partículas de fibra tenham
pelo menos 4 cm de comprimento. Enquanto que a determinação do teor
de fibra, na forma de FDA (fibra em detergente ácido), ou FDN (fibra
em detergente neutro), não apresenta grandes problemas. Nesse aspecto,
a avaliação do padrão de ruminação dos animais pode ajudar. Em dietas
com fibra efetiva adequada, cerca de 50% ou mais das vacas que estão
deitadas devem estar ruminando. Valores abaixo de 40% servem de alerta.
Outros aspectos que afetam a % de gordura do leite são descritos na
tabela 3.
A
DIETA TEM EFEITO MODESTO NA ALTERAQÁO DO NÍVEL DE PROTEÍNA
A proteína do leite é sintetizada na glândula mamária a partir de
compostos presentes no sangue, sendo os aminoácidos os principais precursores.
Algumas proteínas, como as de gordura e imunoglobulinas e albuminas
séricas podem passar diretamente do sangue para a glândula mamária.
As proteínas predominantes são a caseína, alfa-lactalbumina e beta-lactoglobulina,
que representam mais de 90% da proteína total do leite, sendo a caseína
um dos determinantes do rendimento industrial na produção de queijo
– responsável por cerca de 80% da proteína do leite.
O potencial de alteração no teor de proteína verdadeira do leite através
da nutrição é modesto, girando em torno de 0,1 a 0,2 unidades percentuais.
A vantagem é que as medidas que aumentam o teor de proteína do leite
geralmente também aumentam a produção de leite, o que já não ocorre
com a gordura. A tabela 4 relaciona os aspectos que determinam a porcentagem
de proteína do leite. O baixo teor de proteína do leite está relacionado
a produção insuficiente de proteína microbiana e/ou de aminoácidos essenciais
absorvidos no intestino. A produção de proteína microbiana é função
da disponibilidade de carboidratos no rúmen.
Dessa forma, pode-se dizer que, a medida que aumenta o teor de concentrados
fermentescíveis no rúmen, aumenta a proteína do leite. Por outro lado,
se o aumento da fermentabilidade da dieta for excessivo, levando o animal
a acidose, há redução na produção de proteína microbiana com conseqüente
redução na proteína do leite. A adição de gordura, tanto inerte quando
ruminalmente ativa, tem resultado em reduções de 0,1 a 0,2% na proteína
do leite para cada kg de gordura, sendo a causa não totalmente elucidada.
Uma hipótese para isso seria o efeito negativo das gorduras na produção
de proteína microbiana.
Outra hipótese está baseada em alterações no transporte de aminoácidos
para a glândula mamária. Alguns autores dizem que esta redução só ocorre
quando há queda no consumo de matéria seca. O teor de proteína da dieta
tem efeito muito pequeno sobre o teor protéico do leite. Trabalhos tem
indicado que, para cada 1% de aumento na proteína da dieta entre 9 e
17% a proteína do leite sobe apenas 0,02%. Pode-se dizer que a variação
no teor protéico afeta muito mais a produção de leite do que sua composição.
Entretanto, a elevação do teor de proteína na dieta, especialmente proteína
de rápida degradabilidade ruminal, pode elevar os níveis de nitrogênio
não protéico no leite, o que pode ser aferido pela quantificação da
uréia no leite. A uréia no leite é altamente relacionada a uréia sangüínea
que, por sua vez, reflete o excesso de proteína ou insuficiência de
carboidratos fermentescíveis no rúmen. Já a composição da proteína,
notadamente a quantidade e proporção de aminoácidos essenciais, afeta
significativamente a % de proteína do leite.
COMO
ALTERAR GORDURA E PROTEÍNA NO CAMPO
A
seguir são fornecidas sugestões que visam a correta implantação e interpretação
de um programa de monitoramento da gordura e proteína em propriedades
leiteiras. Devem-se considerar os seguintes pontos:
a)
avaliar os dados individuais de componentes pelo menos a cada três meses,
ou após a realização de mudanças significativas na dieta;
b) a avaliação da gordura e proteína do tanque pode ser feita semanalmente,
porém oferece uma informação muito geral para permitir a tomada de decisão.
Servem, porém, para identificar problemas significativos, pelos quais
todo o rebanho está sendo afetado;
c) calcular as médias de gordura e proteína por número de lactação (primíparas,
segunda cria e terceira ou mais crias), por estágio de lactação (0-
50 dias, 51-100 dias, 101-200 dias, > 201 dias de lactação), e por
tipo de dieta oferecida (lote). Em relação ao estágio de lactação, é
importante saber que as curvas de proteína e gordura apresentam perfil
oposto a produção de leite, apresentando valores mais baixos por ocasião
do pico de produção e depois sobem gradativamente até o final da lactação;
d) sempre avaliar a produção de leite conjuntamente com a análise dos
componentes;
e) não se ater somente as médias, mas também ao desvio padrão e dispersão
dos valores. Identificar se o problema é individual ou relacionado ao
rebanho como um todo;
f) certificar-se de que a amostragem e o envio ao laboratório foram
feitos corretamente e que as análises são confiáveis (desconfiar de
alguma etapa caso surjam valores muito discrepantes);
g) a gordura média do tanque não é um bom indicativo da ocorrência de
acidose ruminal, pois normalmente só os animais mais produtivos, em
início de lactação, apresentam gordura baixa. Logo, ao se coletar amostra
do tanque, pode-se estar diluindo o leite destes animais e obter um
valor de gordura adequado, apesar de o problema existir;
h) a porcentagem de gordura pode cair transitoriamente em função de
mudanças bruscas na dieta, o que poderia indicar uma acidose de adaptação.
Por isso, evitar coletar amostras de leite até 15 dias após mudanças
na dieta;
i) se houver perda excessiva de peso no início da lactação, a porcentagem
de gordura do leite pode ser elevada e mesmo assim haver acidose. Neste
caso, é interessante conhecer a flutuação da condição corporal dos animais,
pois a gordura pode até aumentar apesar da acidose. Normalmente, a gordura
de vacas entre 7 e 40 dias de lactação deve ficar entre 3,8 e 4,2%.
Valores acima de 4,5% podem significar mobilização excessiva de gordura
e cetose sub-clínica;
j) deve-se avaliar a porcentagem de animais com teor de proteína maior
do que gordura (inversão), em cada grupo avaliado. Alguns autores só
consideram o problema significativo quando a proteína é 0,4 unidades
maior que a gordura. Nenhuma vaca deve ter gordura abaixo da proteína.
k) a proteína do leite não deve ficar abaixo de 3,0%; a gordura do leite
não deve ficar abaixo de 3,4%, e a relação P/G deve ficar entre 0,85
e 0,90;
l) no verão, o teor de gordura tende a cair em função da menor ruminação
do alimento, menor tamponamento ruminal e menor ingestão de fibra. Em
trabalho realizado nos EUA, os extremos de gordura foram 3,40% no verão
e 3,87 no inverno;
m) a proteína também tende a cair no verão, embora menos do que no inverno.
Em trabalho realizado nos EUA, os extremos de proteína verdadeira foram
3,01% no verão e 3,23% no inverno;
n) teores elevados de proteína no leite podem estar relacionados a mastite
ou alta contagem de células somáticas;
o) não tomar decisões baseando-se apenas na composição do leite: avaliar
a situação geral dos animais e o histórico do rebanho;
p) se possível, manter anotações diárias na fazenda sobre a temperatura,
vacinações, consumo e alterações no manejo, que podem afetar os valores
obtidos.
O
texto é de autoria do eng. Agrônomo Marcelo Pereira de Carvalho, diretor
da NutriCell Produtos e Serviços Ltda. Seu conteúdo serviu de base para
a palestra do autor durante o IV Interleite, evento realizado em julho/99
em Caxambu-MG.
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