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Ataque de abelhas africanizadas: o que fazer?
(Por: Fabiana Mitie Matsubara Bergamo, Fernando De Biasi e Michiko Sakate)

Introdução
 
Os insetos da ordem Hymenoptera (abelhas, vespas e marimbondos) são responsáveis pelo maior número de mortes em humanos do que qualquer outro animal venenoso, por meio da indução de graves reações alérgicas ou tóxicas. A apicultura no Brasil teve início em 1839 com a introdução das abelhas pretas, ou abelhas alemãs (Apis mellifera mellifera). Posteriormente, em 1870, foram introduzidas as abelhas amarelas (Apis mellifera lingustica), também de origem européia.
 
Os acidentes causados por múltiplas picadas de abelhas passaram a ser relatados com mais freqüência após a introdução da abelha africana (Apis mellifera adamsoni) no Brasil, em 1957. Do seu cruzamento com as espécies européias (Apis mellifera mellifera e Apis mellifera lingustica) resultaram híbridos que, apesar da maior produção de mel, conservaram a agressividade das abelhas africanas, responsáveis por acidentes graves e muitas vezes fatais.
 
O ferrão da abelha, que se situa na extremidade posterior do abdômen da abelha fêmea, é um sistema complexo, compreendendo uma parte glandular, na qual se produz o veneno, e uma estrutura quitinosa e muscular, que serve para ejeção do veneno e protusão e introdução do ferrão. Apresenta rebarbas na sua superfície que dificultam sua saída, de tal sorte que, após a ferroada, todo sistema é destacado, permanecendo na vítima. E a abelha morre logo a seguir. Geralmente, a profundidade de inserção é de 2 a 3 milímetros (mm). No local, movimentos reflexos de sua estrutura muscular fazem com que o ferrão se introduza cada vez mais.
 
Após 20 segundos da picada, 90% do conteúdo do reservatório de veneno da Apis mellifera são liberados. O conteúdo total é inoculado dentro de um minuto. Esse estudo sugere que o ferrão deve ser retirado dentro de poucos segundos.
 
As abelhas africanizadas são conhecidas pelos seus ataques em humanos. Cerca de 200 mexicanos morreram devido a um desses ataques somente nos seis primeiros anos depois da chegada delas naquele país. No entanto, a incidência de sérios ataques fatais a animais domésticos é, geralmente, maior do que em pessoas. Dentro dos dois primeiros anos da chegada destas abelhas no Texas, elas causaram morte a 11 cães, mas somente uma morte humana.

1.1. Composição do veneno de Apis mellifera
 
O veneno é constituído por várias substâncias, destacando-se a melitina (50% do veneno seco), responsável pela maioria dos efeitos lesivos, e a fosfolipase A (12% do veneno seco), uma das responsáveis pelos efeitos hemolíticos. São descritos também histamina, hialuronidase, apamina e um fator desagregador dos mastócitos. Admite-se que a quantidade de veneno seco por abelha varie entre 0,2 e 0,5 mg e que a injetada numa ferroada situe-se em torno de 0,1 mg.
 
Os venenos das abelhas são misturas complexas de aminas biogênicas, peptídios e proteínas (enzimas). Apresentam atividades farmacológicas e alergênicas, produzindo dor localizada, edema e eritema causados por um aumento de permeabilidade vascular. Entre os fatores alergênicos estão as enzimas, que são os maiores componentes da maioria dos venenos animais. Esses fatores são proteínas antigênicas de elevado peso molecular que, quando injetadas durante o ato de ferroar, iniciam uma resposta imune peculiar, responsável pela hipersensibilidade de alguns indivíduos. Algumas vezes, as reações alérgicas imediatas, provocadas por efeito direto de venenos de abelhas, superam até mesmo as reações provocadas pelo veneno de serpentes, escorpiões e aranhas.
 
Os fatores alergênicos são enzimas tais como fosfolipases, hialuronidases, lipases e fosfatases. Tem sido atribuído às atividades hialuronidásica e fosfolipásica o início da reação alérgica.
 
A hialuronidase é uma enzima que hidrolisa o ácido hialurônico, polímero viscoso que geralmente localiza-se no interstício celular. O ácido hialurônico tem a propriedade de manter as células aderidas umas às outras. Por ação da hialuronidase, o polímero é transformado em pequenos fragmentos, diminuindo significativamente sua viscosidade e facilitando a difusão dos componentes do veneno para o interior das células. A fosfolipase hidrolisa os fosfolipídios das membranas biológicas, conduzindo à formação de poros e lise celular.
 
A ação hidrolítica dessas enzimas é completada pelas atividades lipásica, esterásica e fosfatásica que, além de auxiliar o processo de lise celular, destroem grande parte dos substratos das células lisadas. As proteases têm atividades discretas, tendo como conseqüência uma pequena ocorrência de necrose, associada às ferroadas desses insetos.
 
Embora pouco estudados até o momento, os venenos de insetos estão entre os alergênicos melhor caracterizados. As vespas e as abelhas contêm algumas proteínas antigênicas importantes: em ambos os tipos de venenos existe uma hialuronidase de peso molecular (PM) de 20 mil daltons que, por sua vez, apresenta alguma reação cruzada entre si. Existe uma fosfolipase A2 de PM 14.500 daltons em abelhas e 37 mil daltons nos vespídeos, sendo que essas enzimas não estão antigenicamente relacionadas entre os vespídeos. O veneno de abelhas melíferas também contém uma fosfatase ácida de PM 98 mil daltons, de atividade alergênica moderada, na maioria dos indivíduos alérgicos.


Necropsia de um animal que recebeu múltiplas
picadas de abelhas, mostrando a hemorragia nos tecidos

1.2. Mecanismos de ação do veneno de Apis mellifera
 
O veneno da abelha melífera contém uma grande quantidade de peptídios ativos de superfície de pouca importância alergênica, porém de ação farmacológica importante. Assim, por exemplo, a melitina (PM 2.848 daltons na forma monomérica) é responsável por cerca de 50% da proteína total do veneno e pode se agregar na forma tetramética (PM 12 mil daltons). Esta proteína tem propriedades hemolítica, cardiotóxica e citotóxica.
 
O veneno destas abelhas apresenta a propriedade de diminuir a tensão superficial da água da membrana plasmática, agindo como um detergente natural. Essa propriedade confere uma potente ação destrutiva de membranas biológicas. Esse peptídio age sinergicamente com a fosfolipase A2 na estrutura de fosfolipídios das membranas, atuando também como um fator de difusão. Os venenos de abelhas melíferas ainda contêm apamina (PM 2 mil daltons) – um peptídio neurotóxico que apresenta profundos efeitos nas funções da medula espinhal, causando convulsões, hiperatividade e espasmos nos músculos esqueléticos de camundongos. Em doses fatais (4 mg/kg) as mortes, geralmente, são provocadas por falha respiratória. A atividade central é observada tanto em administração sistêmica quanto em injeção intraventricular, sugerindo que esse peptídio atravesse a barreira hematoliquórica. Em nível periférico, a apamina age como um efetor altamente seletivo de permeabilidade iônica em certas membranas celulares, diminuindo os fluxos de potássio, reduzindo amplamente o tônus inibitório e aumentando a excitabilidade.
 
No veneno de abelhas melíferas, pode-se encontrar ainda o peptídio degranulante de mastócito (PM 2.593 daltons), que é o maior responsável pela ocorrência de eritemas e dor localizada. Estas alterações são típicas de respostas mediadas por histamina, devido à ação citolítica sobre os mastócitos, e o cardioprep (PM 1.840 daltons), um peptídio não tóxico, estimulante beta-adrenérgico de propriedade antiarrítimica, é capaz de causar diminuição do trabalho cardíaco e prevenir colapso cardiovascular.
 
Existe ainda uma série de outros peptídios de pouca importância alergênica, bioquímica e farmacológica, inclusive alguns peptídios contendo histamina, associados com propriedades radioprotetoras em camundongos.
 
Os venenos de abelhas melíferas contêm aminas biologicamente ativas, tais como a serotonina e a histamina. Embora essas aminas sejam importantes componentes na produção de dor, suas concentrações variam muito de uma espécie para outra. A histamina produz vasodilatação e um aumento de permeabilidade nos capilares sangüíneos, facilitando a penetração das toxinas no tecido.


Animal acidentado por picadas de abelhas,
mostrando os ferrões introduzidos na pele

2. Aspectos clínicos do envenenamento por picada de abelha
 
Os locais do corpo do cão mais comumente atacados pelas abelhas são as regiões nasal, oral e ocular. Sabe-se que cores escuras estimulam o ataque mais prontamente que cores claras, explicando o porquê dos apicultores usarem roupas brancas. Reações de hipersensibilidade ocorrem como resultado de uma ou poucas picadas e não são relacionadas à toxicidade do veneno, sendo que uma estimativa revela que 0,5% a 2% das pessoas são consideradas hipersensíveis ao veneno da abelha, vespas e formigas, e 40 pessoas morrem a cada ano devido a picada. Resposta fatal a uma simples picada tem sido relatada em cães.
 
De um modo oposto, picadas por um grande número de abelhas causam intoxicação independente de hipersensibilidade. Sintomas e sinais de toxicidade incluem náusea, vômito, fraqueza generalizada, hipotensão, edema pulmonar, taquicardia e perda da consciência. Em casos de um número extremo de picadas, a morte ocorre rapidamente por causa da cardiotoxicidade do veneno. Manifestações tardias incluem hematúria, rabdomiólise e insuficiência renal aguda.
 
Houve relato de um caso de rabdomiólise num homem que sofreu múltiplas picadas de abelhas. Também há relatos de alterações no mecanismo de coagulação numa criança de 2 anos de idade após ter sofrido múltiplas picadas de abelhas.
 
Em cinco homens atacados por abelhas africanas, recebendo aproximadamente 200 a 1 mil picadas cada um, os sinais clínicos observados foram de hemólise intravascular, síndrome da deficiência respiratória aguda, disfunção hepática, rabdomiólise (com mioglobinemia e mioglobinúria), hipertensão e lesão do miocárdio (provavelmente devido à liberação de catecolaminas endógenas pela fosfolipase A2 e melitina do veneno), choque, coma, insuficiência renal aguda e hemorragias. Os achados laboratoriais incluíram leucocitose com neutrofilia, aumento das enzimas séricas (AST, ALT, CK, LDH) e de creatinina.
 
Inoculando veneno de abelhas na dose de 0,4m l/100 g de peso corpóreo por via intravenosa em ratos Wistar, observou-se insuficiência renal aguda, devido a múltiplas causas como a ação do veneno nas células tubulares renais, mioglobinúria e talvez por mecanismos isquêmicos.
 
A coagulação intravascular disseminada (CID), relatada em humanos e em cães, pode ser iniciada pelo dano hepático causado pelo veneno e subseqüente liberação de grandes quantidades de tromboplastina tecidual. Também, componentes do veneno com fosfolipase A, histamina, acetilcolina, serotonina, e quinina podem contribuir para o desenvolvimento da CID pelo aumento da permeabilidade capilar e vasodilatação.
 
O efeito tóxico do veneno não é esperado num animal que receber menos que duas picadas/kg de peso corpóreo. Um animal não tratado deve sobreviver até 13 picadas/kg de peso corpóreo e provavelmente morrerá com mais de 25 picadas/kg de peso corpóreo.
 
A maioria dos cães picados por múltiplas abelhas encaminhados ao Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu (SP), apesar de receber imediatamente tratamento suporte recomendado, não sobreviveu.



3. Alterações laboratoriais causadas pelo veneno de Apis mellifera
 
Os distúrbios hematológicos causados por envenenamentos provocados por animais peçonhentos são preocupação antiga dos pesquisadores. Estudando o efeito hemolítico de diferentes venenos animais, observaram que o veneno de Apis mellifera era 2,2 vezes mais hemolítico do que o veneno de Bothrops jararaca. O veneno de Apis foi o único dos testados que apresentou atividade hemolítica direta, ou seja, foi capaz de produzir hemólise na presença de hemácias lavadas. As observações in vitro foram comprovadas por estudos clínicos.
 
Doentes acometidos por múltiplas picadas de abelhas do gênero Apis desenvolveram anemia importante, com queda significativa dos níveis séricos de hematócrito e hemoglobina. Os doentes apresentaram hemoglobinúria e lesão renal do tipo necrose tubular aguda decorrentes da deposição de cilindros de hemoglobina nos túbulos. Dessa forma, o veneno de Apis, quando inoculado em grande quantidade no organismo humano, é capaz de causar hemólise importante.
 
Doentes acometidos por múltiplas picadas de abelhas apresentaram um hemograma do tipo leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda, acompanhado de linfopenia e eosinopenia. Estas observações permitem especular que os venenos atuassem semelhante a um trauma agudo. Nessa situação, as células alvo do indivíduo acidentado (macrófagos, células endoteliais, fibroblastos e linfócitos) liberariam linfocinas, em especial a interleucina 1, 6 e 8, que atuariam em medula óssea, ativando a produção e liberação de neutrófilos e células jovens como bastonetes e metamielócitos. Atuariam ainda no hipotálamo, mediando a febre, além de estimular a liberação do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que estimularia a glândula supra-renal, aumentando a produção de glicocorticóides. O excesso de glicocorticóides circulantes irá deprimir a resposta imune celular causando linfopenia e eosinopenia além de diminuir a resposta inflamatória, deixando o indivíduo mais susceptível a infecções secundárias.
 
Há relatos de leucocitose e neutrofilia com desvio a esquerda regenerativo em um cão acidentado por picada de vespa e outro de abelha. Em outro cão, encontrou leucopenia e neutropenia com desvio a esquerda degenerativo. Relatou também azotemia renal, trombocitopenia, hipoproteinemia e aumento de alanina transaminase (ALT).
 
Aumentos significativos nos níveis de enzimas séricas foram descritos após inoculação intravenosa de veneno de abelhas africanizadas na dose de 1,5m l/100g de peso corporal em ratos Wistar, observando também necrose de miocárdio.

4. Como tratar animais picados por abelhas africanizadas
 
Não existe anti-veneno de abelhas específico. A conduta a ser instituída é o tratamento suporte. A monitoração da ventilação e vigorosa correção da hipovolemia são cruciais na conduta imediata das reações tóxicas a picadas de abelhas. Epinefrina subcutânea deve ser administrada imediatamente, porque a intoxicação e a anafilaxia podem ocorrer simultaneamente ou pode ser difícil distinguí-las. Para conter os efeitos histamínicos do veneno, administrar anti-histamínicos H1 e H2 pela via intravenosa (por exemplo: cimetidina na dose de 5 a 10 mg/kg três vezes ao dia e difenidramina na dose de 1 a 2 mg/kg duas vezes ao dia). Também administrar corticóides (succinato de prednisolona sódica ou hidrocortisona, na dose de 10 mg/kg pela via intravenosa; repetir em 3 a 4 horas se necesário), embora sua eficácia nos envenenamentos por picada de abelha ainda não está bem estabelecida.
 
Deve ser realizada urinálise e monitorar a quantidade de urina produzida. As concentrações séricas de eletrólitos, uréia e creatinina também necessitam de monitoração. Pode ser indicado alcalinização da urina se a rabdomiólise for grave. Os animais devem ser monitorizados para detectar trombocitopenia, evidência de hemólise ou até franca CID e receber reposição de fluído ou sangue se houver perda renal ou gastrointestinal.
 
Os ferrões devem ser retirados um por um, com o cuidado de evitar-se a inoculação do veneno neles contido. Deve ser salientado que apenas um terço do veneno contido no ferrão é inoculado na vítima. O restante fica no aparelho inoculador situado na extremidade proximal do ferrão. A retirada incorreta dos ferrões pode ser acompanhada de compressão deste aparelho e como conseqüência, inoculação de grande quantidade de veneno. Para tanto, é aconselhável a utilização de uma lâmina ou pinça de Halsted aplicada rente a pele do acidentado.

5. Como evitar ou reagir ao ataque de abelhas africanas
 
Os cães são curiosos, territoriais e agressivos contra invasores. Entretanto, eles geralmente estão presos em quintais ou canis e não podem fugir se forem atacados. As abelhas consideram os cães como predadores, porque são barulhentos, emitem vibrações, odores e calor.
 
O ataque das abelhas africanizadas era tido como um problema rural, porque as pessoas e os animais permanecem na maior parte do tempo no campo, sem proteção das construções. Na realidade, os ataques têm sido muito mais freqüentes nas cidades, onde a população humana e a de animais de companhia são maiores, e moradores da cidade plantam muitas flores ornamentais que fornecem alimentos para as abelhas e também os animais vivem mais confinados que nas áreas rurais. As cidades também fornecem água abundante e vários tipos de cavidades protegidas, como prédios em construção, que são excelentes lugares para as abelhas durante todas as estações do ano.

Como prevenir ataques:

· Se descobrir colméias em seu jardim ou na parede de sua casa, chame profissionais para removê-las. Não faça você mesmo;
· Inspecione sua casa e as outras estruturas da sua propriedade mensalmente. Tampe buracos e remova objetos que possam servir de abrigo para as abelhas, como casinhas de cachorro velhas, caixas, entulhos ou objetos ocos;
· Se notar um enxame próximo a uma árvore no quintal, não se aproxime dela por três dias. Se não for embora, chame o serviço especializado;
· Antes de confinar um animal, seja cão ou cavalo, inspecione o lugar;
· Antes de operar um equipamento barulhento (cortadores de grama, tratores, etc.), cheque a área para verificar a presença de abelhas voando. Não opere o equipamento se houver abelhas por perto;

Como agir frente ao ataque:

· Segure a respiração até descobrir de onde vem as abelhas;
· Se apenas uma ou duas abelhas estão rodeando você, afaste-se da área cuidadosamente;
· Se você for atacado ou se estiver sendo rodeado por várias abelhas, corra imediatamente. Cubra a boca e o nariz com as mãos enquanto estiver correndo;
· Se seu animal está sendo atacado por poucas abelhas, deixe-o entrar em casa ou abra o portão para que ele possa fugir. Se o ataque for sério, não tente socorrê-lo, mas sim chame o serviço especializado imediatamente para isso.


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Pós-graduanda da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu (SP).
Pós-graduando FMVZ-Unesp.
Professora assistente doutora do dpto. de Clínica Veterinária, da FMVZ-Unesp.

FONTE:
Revista Cães & Gatos - Número 88 - Ano 14 - Jan/Fev/2000
Gessulli Agribusiness
Pça Sergipe, 156 – CEP 18540-000 – Porto Feliz-SP
Tel: (15) 262-3133 / 262-3919
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