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Novos Desafios
(Por Eros Hansen Schwab)* 

Durante meu estágio na Murphy Honour Farms Inc., resolvi aprimorar meus conhecimentos sobre a PRRS – Porcine Reproductive and Respiratory Syndrome, uma doença infecciosa que está desafiando a produção americana de suínos nos dias de hoje. A PRRS é uma doença relativamente nova no ramo da suinocultura. O primeiro caso reportado ocorreu na Carolina do Norte (EUA), em 1986. Na época, a causa da doença era desconhecida. Em retrospecto, os produtores perceberam que era a PRRS que estava causando a contaminação no rebanho quando notaram sintomas da doença na parte reprodutiva, como partos prematuros, abortos e leitões fracos, e sintomas na parte respiratória de leitões em amamentação e leitões desmamados, nesse caso caracterizado por lesões respiratórias severas.
  
A PRRS espalhou-se rapidamente afetando grandes criações dentro do rebanho americano de suínos. Da mesma forma, a doença espalhou-se rapidamente dentro dos rebanhos europeus, sendo detectada em 1990. A partir daí espalhou-se em vários países no mundo, concentrando-se entre os grandes rebanhos, com exceção da Austrália e Nova Zelândia. Testes serológicos têm mostrado que 40% a 50% do rebanho americano está infectado com PRRS. Os mesmos exames mostram que em algumas áreas o índice ultrapassa 80%. Hoje, estão livre da doença apenas pequenas áreas no sudeste da Carolina do Norte. A ênfase na prevenção deve ser grande nestes casos. Entretanto, para a maioria dos produtores, a foco de atenção tem migrado da prevenção para o controle.
 
 O que é PRRS? –
Porcine Reproductive and Respiratory Syndrome (PRRS) é um vírus. Este vírus tem estado presente nos rebanhos americanos de suínos desde 1986. Felizmente, Murphy Family Farms não teve problemas até 1992. Atualmente, a PRRS tem um impacto acima de 40% nos rebanhos americanos, aparecendo em sua maioria em grandes criações. 
 
A primeira pergunta que surge é: pode-se fazer alguma coisa para prevenir a contaminação em uma granja? Confira as respostas:

  1. Assim como a maioria das doenças, reduzir o estresse é algo que se pode fazer, por meio, por exemplo, da monitoração de temperaturas para cada tipo de ambiente.

  2. Limitar a entrada de pessoas dentro da granja. Os leitões são o primeiro foco de infecção. Pessoas que possam ter contato com outras criações (assistência técnica) são considerados importantes transmissores. Sempre quando receber visitas, pergunte e registre onde e quando foi o último contato com outros animais.
  3. Todos que visitam ou atuam na granja devem sempre tomar banho e usar roupas esterilizadas fornecidas pela propriedade.
  4. Evitar outras espécies de animais dentro da propriedade. Patos têm sido constatados como importantes vetores da PRRS, assim como outros animais selvagens.
  5. Quando necessitar de animais para reposição do plantel, aceite somente o necessário.
  6. Sempre lave e desinfete os carregadores depois da movimentação de animais.

 Todas estas recomendações fazem parte de um controle sanitário normal, mas muitas vezes, quando algo não está indo bem, podem tornar-se negligentes.
 
Mecanismo de ação
– O vírus age de maneira diferente nas criações, mas, tipicamente, os adultos tendem a parar de comer e apresentam sintomas como febre (40º-43ºC). As fêmeas, em fase final de gestação (70 - 110 dias), podem abortar. A contaminação levará crca de quatro a oito semanas para ocorrer. A mortalidade dos leitões em fase de amamentação, por sua vez, pode variar entre 25% a 50%. Tal aumento pode durar entre uma e duas semanas. Outro crescimento considerável será notado no número de leitões nascidos mortos durante este período (8%-15%), juntamente com leitões mumificados, onde os mesmos irão diminuir quando as fêmeas em gestação terminarem de parir. Outro parâmetro que irá sofrer mudanças é o percentual de concepção das fêmeas que foram cruzadas durante a permanência da doença, que também atingi os cachaços.
 
O melhor caminho para se saber o nível de PRRS é realizar um exame de sangue. Muitas de nossas granjas têm sido testadas durante os últimos dois anos. Se o produtor suspeita de PRRS em sua criação, talvez seja melhor fazer um exame de sangue dos animais que apresentam sintomas.
 
Para reduzir o impacto da contaminação, deve-se aplicar LA-200* e Dipirona** em todos os animais que não estão se alimentando. Tetraciclina é efetivo quando se tem problemas com Leptospirose. Dipirona é efetivo na redução da temperatura corporal e também possui um agente chamado anti-prostaglandina, o qual ajuda na prevenção de abortos.
 
Com a presença da PRRS o sistema de imunidade é quebrado. Com isso, doenças secundárias podem aparecer e afetar os animais, o que pode levá-los até a morte. Os leitões afetados devem ser levados para um diagnóstico laboratorial que leve em conta a sensitividade bacterial. Até os resultados não retornarem é recomendável injeções com ampicilina em leitões com 1, 2 e 3 dias de vida. Se a sensitividade recomendar a aplicação de penicilina, usar 48 horas após o último tratamento para PRRS.
 
Não é recomendável:

  1. Mover e misturar leitões de matrizes que pariram no mesmo dia.
  2. Mover leitões mais velhos com os mais jovens.
  3. Introduzir animais adultos no rebanho no caso de reposição.

     É recomendável:

  1. Deixar os leitões o mais natural possível, mover somente os mais necessitados.
  2. Trocar as agulhas entre cada matriz (aplicação de ferro, antibióticos, etc.).
  3. Use uma esponja encharcada com álcool e introduza as agulhas durante cada aplicação.
  4. Usar a prática de manejo do vazio sanitário.
  5. Destruir leitões infectados, e aqueles com dificuldade de crescimento.

 Atualmente existe uma vacina disponível no mercado. Trata-se da Resp PRRS (marca registrada), fabricada pelo Laboratório Nobel. O produto não é recomendável para uso em animais adultos. Algumas de nossas granjas estão utilizando em terminações apresentando alguns resultados. (Nota do Autor: acredita-se que as vacinas serão a resposta para este problema no futuro, assim que se tornem disponíveis e eficaz).

DOENÇA CLÍNICA – REPRODUÇÃO
 
A manifestação clínica da PRRS varia largamente baseada na força do vírus, os vários estados de saúde do rebanho, práticas de saúde e a imunidade do plantel. Em rebanhos expostos, os sintomas clínicos nos animais em reprodução ativa são caracterizados como letargias, anorexias e febres ( 40° - 43° C ). Problemas na área reprodutiva também são identificados, como partos prematuros (108-112 dias) e aumento no número de leitões nascidos mortos, leitões fracos e abortos tardios. Abortos no meio da gestação e aumento de leitões mumificados são outros sintomas constatados.
 
Em muitos casos, animais em fase reprodutiva não demonstraram sintomas. O exato mecanismo que atinge a parte reprodutiva não é totalmente claro, mas algumas deficiências são notadas. Dependendo da força do vírus podem aparecer somente sintomas respiratórios em um determinado rebanho. A ação do vírus no rebanho europeu tem causado mais problemas reprodutivos do que respiratórios. A atuação do vírus nos rebanhos tem provocada a presença de sintomas clínicos devido a perda de imunidade.
 
Hoje em dia, raramente se vê esta explosão de sintomas na parte reprodutiva, descrito anteriormente. Se estas falhas ocorrerem em um rebanho positivo, ou seja, que está infectado, a sua perda de imunidade será rápida. Esta introdução pode ser ocasionada por animais de reposição infectados e que carregam a doença desde o período em que estavam na creche ou terminação, infectados com o vírus ou a reintrodução do vírus por meio de uma fonte externa após a diminuição da imunidade. Tipicamente, este ataque de PRRS será passageiro, entre 4-6 semanas, e caracterizamdo-se por poucos abortos, aumento no número de leitões nascidos mortos e durante a amamentação e leitões fracos.
 
Existem alguns debates sobre o efeito da PRRS na taxa de concepção – percentagem de animais cobertos. Neste caso, é difícil verificar o problema no de campo, devido às variações normais das taxas de concepção comparadas às taxas de fêmeas que atingiram o parto em muitas granjas. Tais variações podem ter causas diversas, tais como as diferentes estações de ano, mão-de-obra e agentes infecciosos e não-infecciosos.
 
Clinicamente, isto poderia significar que a PRRS não afetaria a performance reprodutiva durante a primeira metade da gestação. Cientistas do Centro Nacional de Doenças Animais têm investigado a patogenicidade do vírus da PRRS em vários estágios da gestação. Na Conferência de Doenças Suínas realizada na Universidade do Iowa (EUA), em 1998, apresentou-se algumas novidades sobre o problema:
 
1) O vírus da PRRS pode não ter um efeito direto na concepção do embrião, entretanto, baseado em um trabalho experimental concluído recentemente, verifica-se que a infecção transplacental ocorre seguida de infecções apresentadas aos 30 dias de gestação.
 2) Infecções realizadas em âmbito experimental em fêmeas durante a etapa final da gestação, compreendendo lesões microscópicas com reações inflamatórias, foram freqüentemente encontradas no cordão umbilical, placenta e útero.
 3) Diferentes poderes de virulência do vírus isolado da PRRS podem acontecer.
 4) Quando trabalhando-se com o vírus isolado, várias diferenças foram encontradas entre fêmeas expostas ao vírus da PRRS durante o início e o final da gestação, tais como: 
 a) A probabilidade de infecção transplacental seguida de sua exposição é menor no início da gestação do que no final da gestação.
 b) O índice de fetos infectados transplacentalmente é menor durante o início da gestação quando comparado com o final da gestação.
 c) O pique máximo de mortalidade de leitões nas fêmeas em gestação é maior no final do que no início da gestação. Estes novos conhecimentos são significativos e têm ajudado a estabelecer quais os procedimentos corretos a ser seguidos no uso de vacinas para o controle da PRRS. 

DOENÇA CLÍNICA – RESPIRAÇÃO
 
Os leitões podem nascer com o vírus da PRRS ou tornar-se infectados rapidamente após o nascimento. Isto pode ocorrer durante uma situação de endemia ou epizootia. Os leitões tornam-se inviáveis e muitas vezes demonstram severas fragilidades respiratórias, pálpebras inchadas, conjuntivite e, ocasionalmente, sintomas nervosos centrais e alta mortalidade. Durante o clímax de uma epizootia de PRRS, a mortalidade dos leitões em amamentação pode chegar entre 60% e 70%. A mobilidade durante este período de tempo é muito alta, muitas vezes afetando a maioria dos leitões por um período de 2 a 4 semanas.
 
Leitões em creche mostram sinais clínicos variáveis. Esta viabilidade é provavelmente o resultado de agentes secundários (bactériais e viróticos), que afetam o comprometimento do sistema respiratório. O vírus da PRRS tem preferência pelos alvéolos pulmonares macrofageanos (APM), uma célula responsável pela sucção e destruição de bactérias. Os APM são também importantes no processamento de antígenos para ambas imunidades celulares e humorais. O vírus da PRRS pode destruir acima de 40% das células dos alvéolos e render as remanescentes células não-funcionais. Uma vez comprometidas as funções destas células, a habilidade do hospedeiro em responder às infecções respiratórias virais e bacterianas é reduzida. Os agentes infecciosos que estão presente no rebanho são geralmente localizados em análises.
 
Os sinais clínicos são detectados por agentes secundários ou agentes que infectam os leitões. A mortalidade de leitões em creche e terminação pode variar entre 5% a 20% e alcançar altos níveis com agentes infecciosos secundários como Salmonella cholerasuis, Haemophilus parasuis, Streptococus suis, vírus de influenza suína e vírus de Pseudorabies.

TRANSMISSÃO E IMUNIDADE
 
Entendendo-se como algumas doenças infecciosas são transmitidas dentro de um rebanho ou entre rebanhos é essencial para desenvolver um programa de prevenção e controle. O vírus da PRRS é o único em animais infectados que se localiza no sangue (viremia) e em órgãos com altos níveis de circulação de anticorpos. Apesar disto, é o único fenômeno sem precedentes. Doenças como a anemia infecciosa eqüina e AIDS em humanos também possui uma viremia e uma simultânea circulação de anticorpos. 
 
Isto não significa que a imunidade responsável não é efetiva em ajudar a infecção de PRRS. Depois da exposição ao vírus da PRRS ou a vacinação contra PRRS, muitos animais se tornam atenuados entre 7-14 dias. Esta imunidade é responsável pela proteção contra uma reinfecção e por reduzir ou eliminar a infecção do vírus da PRRS no sêmen. (Tabela 1 e 2).
 
Entretanto, um longo tempo de viremia oferece a oportunidade de um longo tempo para um agente vetor. Em animais jovens, a viremia foi identificada num tempo de até oito semanas. Experimentalmente, demonstrou-se que leitões suscetíveis em contato com fêmeas contaminadas, 99 dias mais cedo, adquiriram o vírus da PRRS.
 
Um outro aspecto da imunidade é a susceptibilidade do vírus da PRRS com uma intensificação de anticorpos dependentes (IAD) da infecção. Este é um fenômeno no qual baixos níveis de anticorpos da PRRS de fato aumentam, ao invés de suprimirem a infecção. Os baixos níveis de anticorpos aparentemente aumentam a habilidade de entrada do vírus nas células IAD, replicando e destruindo as células. A IAD é possível e importante para leitões em amamentação e em creche, que foram expostos ao vírus da PRRS durante o declínio dos anticorpos maternais. Em uma criação, a transmissão de PRRS pode ocorrer pelo tradicional contato focinho - focinho. O vírus também pode ser excretado pela saliva, urina, sêmen e sangue. As literaturas diferem em respeito a excreção do vírus pelas fezes. Cachaços inoculados experimentalmente com o vírus da PRRS por via intranasal mostraram excretar vírus pelo sêmen. 
 
A transmissão do vírus foi demonstrada em marrãs inseminadas artificialmente com sêmen infectado pelo vírus. Felizmente o vírus da PRRS é muito sensível ao clima seco. E a transmissão por via gasosa entre longas distâncias não ocorre. Pesquisas recentes indicaram que a transmissão pelo ar pode ocorrer somente acima de 2000 metros de distância. 

PREVENÇÃO E CONTROLE
 
Baseado na alta predominância de PRRS no rebanho norte-americano e no fato de que atualmente muitas regiões produtoras estão infectadas, será difícil encontrar rebanhos negativos que permaneçam livres da infecção. A introdução de animais positivos dentro de um rebanho negativo é um dos meios mais eficientes na introdução da PRRS. 
 
A inseminação artificial é um método eficiente e seguro na introdução de novos genes dentro de um rebanho para muitas doenças, mas não existe dúvida de que a PRRS pode ser transmitida por meio do sêmen. Para evitar a transmissão pelo sêmen deve-se notificar que o sêmen usado seja originado de cachaços negativos. Cachaços que foram vacinados podem oferecer uma maior proteção contra a introdução do vírus dentro de um rebanho negativo.
 
Manejar um rebanho positivo em muitos casos é um verdadeiro desafio. Muitos diferem nas reações após serem infectados. Muitos podem retornar ao normal enquanto outros podem apresentar sintomas reprodutivos e problemas clínicos associados a leitões em amamentação, em creche e em terminação. 
 
Rebanhos com a tendência de desenvolver problemas crônicos são aqueles em que a imunidade não foi estabilizada. Isto tende a ser um problema quando se tem mais de um local de criação em diferentes pontos da granja, como exemplo, onde o vírus pode circular de leitões mais velhos na creche para leitões recém-desmamados vindos da maternidade. Em granjas com somente um sítio, o vírus pode se tornar ativo em animais na terminação para animais mais jovens, especialmente onde os mesmos vão ser utilizados para reprodução.
 
Muitas experiências com esta doença respiratória crônica foram relatadas em leitões na fase de creche. Se os vírus nas fêmeas em fase de reprodução forem espontaneamente estabilizados, os leitões estarão livres da doença. Entretanto, quando os leitões são levados para a creche e expostos a leitões mais velhos, os mesmos se infectam e passam a ser portadores do vírus. Um programa de retirada da população da creche, seguido de vigorosos procedimentos sanitários, repovoamento e manutenção do sistema de vazio sanitário serão de extrema importância para evitar a contaminação dos animais por esta doença.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
 
Estabilizar e manter a imunidade é de fundamental importância para se manter um rebanho negativo. Se marrãs negativas forem introduzidas no rebanho, a infecção das mesmas ocorrerá, promovendo mais um episódio de PRRS. Para se evitar isto deve-se vacinar as mesmas, já no momento da seleção.
 
Em alguns casos, se for necessário fazer mais uma vacinação, esta deverá ser efetuada antes dos 50 dias de gestação, evitando-se a contaminação. A atual vacina contra PRRS disponível pode não ser atenuada o suficiente para ser usada em fêmeas a partir da metade da gestação. Estudos seguros e atuais estão começando a ser conduzidos e avaliados para determinar o efeito da vacina na segunda metade da gestação.
 
Não existe um regime de tratamento específico para evitar a contaminação de PRRS. A terapia com um antibiótico de amplo espectro pode ser uma oportunidade secundária para controlar infecções bacterianas. Tal vacina pode ser usada em caso de contaminação de leitões recém-nascidos (via intranasal), e em fêmeas adultas e jovens nos primeiros dois trimestres. A maneira de se manejar o vazio sanitário, reduzindo ou eliminando a transferência de leitões de fêmea para fêmea, especialmente entre salas com idades diferentes e eliminando animais infectados, melhorará consideravelmente a saúde de leitões recém-nascidos na maternidade e reduzirá o impacto da contaminação da doença.
 
Uma mensagem para se levar para casa sobre este estudo é a adaptação de sistemas de produção segregados. O potencial das subpopulações de PRRS ou Micoplasma hypneumoniae para serem formadas seguem a implementação de novas tecnologias lembrando sempre da importância da imunidade da criação.
 
Possíveis razões para a formação de subpopulações são o aumento da população, facilidade de segregação e uma larga extensão na idade de desmame dentro de um sistema de produção individual. Se estas observações forem repetidas por um amplo número de granjas, isto pode se tornar extremamente crítico pelo fato de os praticantes concentrarem tais pontos para aumentarem o sucesso do programa. 
  
Se os resultados deste estudo forem reproduzidos por um grande número de granjas, pode-se promover a habilidade de controlar ou eliminar a PRRS dentro de populações infectadas sem requerer despovoamenteo das mesmas.

CONCLUSÃO 
  
Está se tornando evidente que novas tecnologias estão trazendo novos problemas. A comunicação deste fato é crítica durante a decisão do processo de produção.
  
Hoje, entre as doenças infecciosas, a PRRS é provavelmente a que maiores problemas está causando aos criadores. Os conhecimentos disponíveis e a habilidade para minimizar os impactos econômicos sobre esta doença têm aumentado dramaticamente desde a primeira vez que a doença foi detectada em 1986. Os sistemas de produção como all-in/all-out e a separação dos grupos pela idade são importantes métodos para controle da doença.
 
Novas gerações de vacinas contra PRRS são ferramentas que estão ajudando no controle desta doença. Novas vacinas deverão oferecer maior imunidade e serem aprovadas para animais de todas as idades e principalmente para fêmeas em fase de gestação. 
 
Finalmente, nota-se que uma aproximação sistemática deve ser tomada para controlar PRRS, considerada o "carro chefe" entre as doenças na criação de suínos. A combinação de diagnósticos, multiplicação de marrãs, estabilização do rebanho em fase de cobertura e a circulação dos animais são importantes componentes do sistema de produção. Se um dos componentes for mal conduzido, com certeza, o risco de contaminação tornar-se-á mais fácil. 

MURPHY FAMILY FARMS
 
Murphy Honour Farms é uma granja com aproximadamente 5500 matrizes. Construída em 1990, é a maior da Carolina do Norte (EUA). Ela está localizada no sudeste do estado, onde o clima predominente é o subtropical. 
 
A granja possui um contrato para produzir animais para o grupo Murphy Family Farms. Este grupo possui cerca de 350 mil matrizes espalhadas por vários estados, ocupando o 1o lugar no país. Além disso, o grupo utiliza os métodos mais modernos de produção disponíveis dentro da indústria mundial de suínos.
 
Os leitões produzidos no setor de maternidade são desmamados com aproximadamente 18 dias de idade. Seguem, então, direto para o setor de creche e, quando os mesmos alcançam nove semanas de idade, são vendidos para o grupo Murphy Family Farms com destino às suas granjas de terminação.
 
A inseminação artificial é o método mais utilizado na reprodução dos animais, juntamente com a alta carga genética, por meio das linhagens: femininas – L42, C22 e COMERCIAL
 
Masculinas –
LO2, LO3, L419, L420
 
A granja possui seu próprio laboratório para coleta e processamento do sêmen utilizado nos cruzamentos. 
 
A produção é de aproximadamente 118 mil leitões/ano. Para o desenvolvimento de todas as atividades na área de produção, a granja conta com uma equipe de veterinários, 20 empregados treinados e com estagiários vindos de todas as partes do mundo, formando uma equipe qualificada encarregada de alcançar a produção desejada. 

*Aluno do 5ºAno de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Relatório de Estágio Supervisionado por Robert Honour (orientador, Vice-Presidente) na Murphy Honour Farms/Murphy Family Farms, Maple Hill, Carolina do Norte (EUA). Período: fevereiro de 1997 a julho de 1998.

FONTE:
Revista Suinocultura Industrial 
Gessulli Agribusiness
Pça Sergipe, 156 – CEP 18540-000 – Porto Feliz-SP
Tel: (15) 262-3133 / 262-3919
E-mail: gessulli@gessulli.com.br

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