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Processamento
de carne: e agora?
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Não
é palavrão – embora pareça. E, por incrível que seja, está cada vez
mais próximo dos setores produtivos de proteína animal. Logo, não é
a toa que nos últimos tempos o termo HACCP (pronuncia-se Rassap)
teima em aparecer nas revistas especializadas. Afinal, a Hazard Analysis
and Critical Control Points (HACCP) busca garantir a segurança e
a qualidade dos alimentos em todas as etapas de produção e distribuição,
até atingir o consumidor final. Sua paternidade é atribuída ao Ministério
da Agricultura (USDA) e Ministério da Saúde (FDA) dos Estados Unidos,
em 1971. No Brasil, onde a HACCP vem sendo chamada por alguns especialistas
de APPCC (Avaliação por Análise de Perigos em Pontos Críticos de Controle),
existe uma norma genérica sobre o assunto, a portaria 1.428, de 1993,
regulamentada pelo Ministério da Saúde, que obriga sua adoção em todas
as indústrias e segmentos alimentícios (restaurantes, supermercados,
varejões e cozinhas industriais). Por sua vez, uma outra portaria requerida
pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento, a portaria número
46, de 10 de fevereiro de 1998, publicada no Diário Oficial da União
em 16 de março do mesmo ano, prega que as indústrias de produtos de
origem animal deverão implantar, de forma gradual, os requisitos desse
sistema. Custos – A avaliação por análise de perigos em pontos críticos de controle é composta de sete etapas fundamentais. O primeiro passo é identificar os perigos potenciais associados à produção do alimento em todos os seus estágios – produção da matéria-prima (suíno, soja, etc.), manufatura, distribuição, etc. Em seguida, deve-se reconhecer os pontos críticos que podem ser controlados para eliminar os perigos ou minimizar a possibilidade de sua ocorrência – são estes os chamados pontos críticos de controle. Feito isso, a empresa/fiscalização deve estabelecer os limites críticos – de contaminação, por exemplo – aceitáveis para um determinado produto. As demais etapas são:
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Organizar um sistema para monitorar o controle dos pontos críticos por
meio de testes ou observações predeterminadas. Como se nota, a implantação da HACCP numa empresa de alimentos não é um processo barato. Antes de tudo é necessário que a companhia já tenha em vigor programas como os de Boas Práticas de Produção (Good Manufacturing Practices – GMP) e Procedimento de Higiene Operacional (PPHO). De acordo com Carmen Contreras, tais programas são o ponto de partida para qualquer tipo de controle higiênico sanitário dentro de uma linha de produção. "Sem as normas básicas de controle de qualidade a implantação da HACCP não será eficiente", alerta a especialista. Além disso, adotar o sistema significa investir em treinamento de pessoal, adaptação dos laboratórios e dos equipamentos e, muitas vezes, alterar o layout da planta de produção. Medidas semelhantes às adotadas pelas empresas que obtiveram a certificação das normas ISO 9000. |
| FONTE: Revista Suinocultura Industrial - Número 138 – Ano 21 – Abr/Mai/1999 Gessulli Agribusiness Pça Sergipe, 156 – CEP 18540-000 – Porto Feliz-SP Tel: (15) 262-3133 / 262-3919 E-mail: gessulli@gessulli.com.br |
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