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O
Sistema Intensivo de Suínos Criados ao Ar Livre (SISCAL) tem conquistado
um grande número de criadores face ao bom desempenho técnico, baixo
custo de implantação e manutenção, número reduzido de edificações,
facilidade na implantação e na produção, mobilidade das instalações
e redução no uso de medicamentos.
O sistema é caracterizado por manter os animais em piquetes nas fases
de reprodução, maternidade e creche, cercados com fios ou telas de arame
eletrificados – pó meio de eletrificadores de corrente alternada. Muitos
suinocultores utilizam o SISCAL para a produção de leitões, que são
vendidos para terminadores quando atingem de 25 a 30 kg de peso vivo.
Da mesma forma que no confinado, na implantação do SISCAL é preciso
organizar a produção, estabelecendo o sistema de manejo em lotes com
intervalos entre os lotes compatíveis com o tamanho do rebanho.
Desde 1987, o Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves(CNPSA/Embrapa)
vem acompanhando o SISCAL da região Oeste Catarinense. Em 1989, instalou
esse sistema nas suas dependências co o objetivo de verificar sua viabilidade
técnica e econômica. Este trabalho visa fornecer informações básicas
sobre a implantação do SISCAL. As recomendações são oriundas de experimentos
realizados e da experiência acumulada pelo CNPSA.
LOCAL
DA INSTALAÇÕES – o SISCAL não deve ser instalado em terrenos com
declividade superior a 15%, dando-se preferência para solos com boa
capacidade de drenagem. Ao instalar o SISCAL, deve-se prever práticas
de manejo do solo, tal como: disciplinar as águas pluviais superficiais,
objetivando combater o escorrimento das mesmas de fora para dentro do
sistema e possibilitar o escoamento rápido da águas de dentro para fora,
evitando-se desta forma a erosão. Essa erosão pode ser prevenida também
por meio da implantação de terraços de base larga e da manutenção constante
da cobertura do solo.
O sistema deve ser implantado sobre gramíneas resistentes ao pisoteio,
de baixa exigência em insumos, perenes, de alta agressividade, estoloníferas
e de propagação por mudas e sementes. Por isso, sugere-se o uso de tais
gramíneas: Pensacola, Missioneira, Hemártria, Estrela Africana, Bermuda,
Quicuio, Cost Cross.
No inverno, pode-se semear forrageiras como a Aveia, Azevém e Viça,
sem mexer muito na estrutura do solo. Algumas plantas são tóxicas para
os suínos quando ingeridas. As principais são: Baccharis coridifolia(Mio-mio,
vassourinha, alecrim); Pteridium aquilinum(samambaia-comum, samambaia-das-taperas,
feio, pluma-grande, samambaia-açu); Semma occidentalis (fedegoso, cafezinho-de-mato,
cafezinho-de-diabo). Assim sendo, é de bom senso verificar antes da
implantação do SISCAL a presença ou não dessas plantas tóxicas, a fim
de se evitar problemas posteriores.
ÁREA
DESTINADA AO SISAL
REPARTIÇÃO
DA ÁREA – De maneira geral, a área do SISCAL deve ser dividida em
piquetes para abrigar as seguintes fases dos suínos:quarentena, adaptação,
reposição, machos, pré-gestação, gestação, maternidade, creche e corredores
de acesso, depósito e fábrica de ração.
ÁREA
POR ANIMAL – A área destinada aos animais depende das condições
climáticas, das características físicas do solo(drenagem e capacidade
de absorção de água e matéria orgânica) e do tipo de cobertura do solo(forragem).
Sugere-se, em terrenos bem drenados e com vegetação densa, uma área
destinada aos reprodutores com 800 metros quadrados por matriz, dividida
em dois piquetes, cuja ocupação deve ocorrer de forma alternada. Os
piquetes de creche não devem ser muito grandes, tendo a capacidade para
alojar de duas a três leitegadas com 70 metros quadrados por leitões.
Em alguns países, têm-se recomendado a rotação da área total utilizada
pelo sistema a cada período de dois a três anos em função de problemas
sanitários.
O tempo de ocupação dos piquetes dever ser aquele que permita a manutenção
constante da cobertura vegetal sobre o solo e uma recuperação rápida
da mesma. O crescimento vegetal da planta depende de fatores climáticos
e da estação do ano, em geral um período de descanso de cerca de 35
dias permitirá a renovação da forragem.
CERCAS
– Com o objetivo de facilitar a limpeza do solo sob a cerca, sugere-se
colocar os fios de arame nos piquetes de cobertura, pré-gestação e gestação
a 35cm e 60cm do solo, e na maternidade a 15cm, 30cm e 60cm do solo.
Deve-se limpar constantemente o local sob as cercas, através do ato
de roçar(não capinar), mantendo o solo coberto nesta área, a fim de
permitir boa visualização dos fios e evitar curto-circuitos.
A creche deve ser cercada com tela metálica de arame galvanizado, malha(4
ou 5), e pela parte interna do piquete devem ser colocados dois fios
de arame eletrificado(corrente alternada), a 10cm e 40cm do solo.
A distância entre as estacas varia de seis a nove metros, sendo essencial
assegurar um boa tensão dos fio. Os corredores devem ser suficientemente
largos(4a5m), para permitir o acesso de equipamentos destinados à limpeza
dos piquetes e ao trânsito dos animais.
BEBEDOUROS
– O sistema de fornecimento de água deve ser feito mantendo-se uma caixa
d’água como reservatório, num ponto mais alto do terreno. Sendo que
a canalização dever ser enterrada a uma profundidade de mais ou menos
35cm, evitando assim o aquecimento da água nos dias mais quentes. Deve-se
evitar que a água escorra para o interior dos piquetes, impedindo a
formação de lamaçal, o que pode ser feito com o uso de uma chapa coletora
de água sob os bebedouros e a colocação dos mesmos na parte mais baixa
dos piquetes. Quando forem usados bebedouros do tipo bóia, taça e calha,
estes devem ser limpos diariamente e protegidos da ação solar.
COMEDOUROS
– Os comedouros podem ser de madeira, concreto, metálicos, pneu e do
tipo Embrapa, todos com proteção contra a chuva.
CABANAS
– Existem diferentes formas de cabana(tipo galpão, chalé ou iglu), sendo
que a mais utilizada é a do tipo iglu. Normalmente, é utilizada uma
chapa galvanizada nº24 ou 26 para a cobertura, e as extremidades das
cabanas são feitas com compensado ou tábuas de madeira.
As cabanas de gestação devem possuir duas seções abertas(em lados contrários),
abrigando mais de uma fêmea. A cabana de maternidade abriga uma fêmea
com sua respectiva leitegada e possui uma única entrada na frente.
Recomenda-se a colocação de janelas na parte posterior da cbana de maternidade
para o controle de ventilação, e o uso de assoalho, ou espessa camada
de cama(maravalha, feno, palhas), com o objetivo de evitar o excesso
de umidade no interior da mesma nos dias de chuva.
A entrada da cabana deve ser posicionada de forma a ficar protegida
dos ventos frios, por exemplo, que no Sul do País são predominantemente
sudeste. Deve-se, também, evitar que a mesma seja colocada em locais
com excesso de umidade.
É importante prever sombra natural(árvores) ou de construídos(sombreadores).
A área do sombreador deve ser, no mínimo, de 9 metros quadrados por
matriz na lactação e de 4,5 metros quadrados por matriz na gestação,
para permitir que os animais disponham de sombras nos dias quentes.
As dimensões da cabana de gestação, normalmente, são de 2,9x3,0x1,10
metros(comprimento x largura x altura), podendo alojar de seis a oito
fêmeas. A cabana de maternidade apresenta as seguintes dimensões: 1,45x3,0x1,10(comprimento
x largura x altura), abrigando uma fêmea e sua leitegada. As cabanas
de creche podem ter as mesmas dimensões da cabana de gestação, com uma
única entrada e acrescidas de assoalho, abrigando de duas a três leitegadas.
ALIMENTAÇÃO
A ração utilizada no SISCAL tem a mesma composição energética e protéica
que a do confinamento, e pode ser fornecida na forma farelada ou peletizada.
Quando farelada, é fornecida em comedouros que devem ser constantemente
deslocados para evitar a formação de lodo ou compactação do solo. Quando
na forma de peletes, pode ser fornecida no solo, com a alternância do
local de fornecimento.
Observa-se que um maior consumo de ração parte nas matrizes criadas
em regime de SISCAL, comparado ao confinamento, devido ao maior gasto
de energia dos animais provocado pelo deslocamento dos mesmos em toda
a área. Por isso, normalmente, recomenda-se para as fêmeas em gestação
o fornecimento de 2kg de ração por dia até os 90 dias de prenhez e,
após, até o parto, de 2,5 a 3kg de ração com 13% de PB e 3300Kcal EM/kg
de ração. Na lactação, recomenda-se fornecer à vontade uma ração com
15% de PB e 3300Kcal de EM/kg de ração.
MANEJO
No SISCAL existem algumas características próprias de manejo, que são
essenciais para o bom desempenho do sistema.
MANEJO
DA CAMA – A cama(palha seca, maravalha, serragem, etc.) deve ser
suficiente para permitir um ambiente agradável aos leitões e à matriz,
com mais ou menos 10cm de espessura, aumentando esta nos dias frios.
Ela dever ser colocada três dias antes do parto, para que a fêmea possa
escolher a cabana como local de parto e construir seu ninho. A cama
deve ser reposta sempre que necessário.
MANEJO
DOS LEITÕES – As práticas de uniformização do tamanho e peso das
leitegadas e de identificação dos leitões(mossagem,brinco), corte ou
esmagamento da cauda e o corte dos dentes, normalmente, são feitos no
dia do parto ou no segundo dia após o parto. Em geral, no SISCAL não
vem sendo adotada a prevenção de anemia ferropriva dos leitões lactentes.
Em experimento realizado no CNPSA, no qual os leitões tiveram acesso
à terra com altos níveis de ferro oxidado, verificou-se que não há necessidade
de aplicar um antianêmico no terceiro dia de vida dos leitões.
No entanto, deve-se ressaltar que os leitões tiveram acesso à terra
com alto nível de ferro oxidado. Com relação a solos arenosos não foram
realizados experimentos, desta forma os resultados obtidos junto ao
CNPSA não podem ser generalizados. A castração, normalmente, é realizada
entre o 5º e o 15º dia de vida do leitão.
MANEJO
DAS FÊMEAS – As fêmeas, durante as gestação, são mantidas em piquetes
coletivos com capacidade de alojamento de seis a oito fêmeas. De cinco
a dez dias antes do parto, são transferidas para piquetes de maternidade,
individuais ou coletivos(duas a três fêmeas por piquete de maternidade),
para que se adaptem às cabanas e construam seus ninhos.
Recomenda-se manter um afastamento superior a 20 metros entre as cabanas
de maternidade, para facilitar o isolamento durante o parto. Todo deslocamento
de animais deve ser o mais tranqüilo possível, utilizando-se tábuas
de manejo.
DESMAME
– Em geral, o desmame é feito entre os 25 a 35 dias de idade. Para recolher
os leitões, algumas práticas são realizadas: 1) as porcas e os leitões
devem ser fechados à noite dentro da cabana e, ao amanhecer, a porca
dever ser liberada. No momento da alimentação, os leitões são transferidos
para os piquetes de recria;2) ou então, cerca-se os leitões com a ajuda
de um cercado móvel, deslocando-os para o piquete de recria.
RECRIA
– Após o desmame, os leitões são transferidos para um piquete de creche
ou recria. Neste piquete os leitões recebem ração inicial até 60 a 70
dias (25 a 30kg), quando então passam para as fases de crescimento e
terminação em confinamento.
COBERTURA
O criador deve estar bem organizado para permitir que a cobertura seja
feita com o máximo de sucesso.
Normalmente, utiliza-se um macho para 15 a 20 fêmeas. O lote de matrizes
e leitoas a ser coberto fica num piquete próximo ao piquete do macho
e, quando manifesta o cio, é transferida para o piquete do macho onde
se realizam as coberturas. Após a cobrição, retorna para os piquetes
de gestação.
PLANTEL E MONITORAMENTO SANITÁRIO
O plantel do SISCAL deverá ser constituído por matrizes cruzadas, também
chamadas híbridas ou F1, acasaladas com machos de raça que não entraram
na formação de matrizes, ou machos híbridos. A procedência das futuras
matrizes deve ser de granjas livres de doenças – tais com, brucelose,
toxoplasmose, leptospirose e doença de Aujeszky – e com bons índices
de produtividade. Recomenda-se que sejam coletadas amostras de raspados
de pele e de fezes para exames laboratoriais para ecto(sarna,piolho)
e endoparasitas(vermes), respectivamente, bem como soro sangüíneo para
exames sorológicos.
Como medida sanitária recomenda-se, ainda que periodicamente, com intervalos
de seis meses, que sejam realizados os mesmos exames. No caso específico
do controle de endoparasitos, deve-se adotar um esquema de controle
desde o início da implantação do SISCAL, em especial com o uso de anti-helmíntico
na ração, que pode ser fornecido em períodos estratégicos ou continuamente.
Os criadores de suínos que utilizam o SISCAL vêm obtendo bons índices
de produtividade e resultados econômicos positivos, constituindo-se,
portanto, esse sistema, em uma boa opção para aqueles que queiram ingressar
na atividade suinícola, ou para aqueles que queiram aumentar a produção
de suínos com menores investimentos. Contudo, novos estudos devem ser
conduzidos, afim de melhor avaliar o sistema, em especial a relação
solo-animal-vegetação. Mas isto não impede que o mesmo não seja utilizado
na criação de suínos.
DESTROMPE
DE REPRODUTORES
Os suínos, quando mantidos em piquetes, voltam a exercitar seu hábito,
inerente à espécie, de fuçar e revolver a terra. Por meio desse hábito
destroem as pastagens de cobertura do solo, favorecendo a erosão.
No SISCAL que o CNPSA vem acompanhando, tem se verificado que os reprodutores,
especialmente na fase da gestação, passam boa parte do tempo ingerindo
forragens existentes nos piquetes e, quando essas se tornam escassas,
começam a fuçar o solo. No SISCAL do CNPSA verificou-se que o meio mais
eficaz para evitar que os animais fucem o solo é a utilização da prática
do destrompe. O destrompe pode ser definido com sendo o ato de colocar
uma argola metálica ou arame de cobre, em forma de anel, entre o tecido
fibroso subcutâneo e cartilagem do septo nasal, de maneira que mesma
fique móvel. Assim, quando os suínos fuçarem o solo, a argola força
o septo nasal e, devido ao desconforto que provoca, eles deixam de fazê-lo.
OBJETIVO E FORMA DO DESTROMPE
O objetivo do destrompe é de evitar que os suínos destruam as forrageiras
e revolvam o solo. Por outro lado, o ato do destrompe deve ser feito
de tal forma que não impeça ou prejudique os suínos de ingerir pastagens
e ração.
Existem
diversas formas de realizar o destrompe:
1)
Colocação de dois pedaços de arame de cobre nº12 na borda superior
da narina da matriz. Essa forma de destrompe não é eficaz, pois o
arame cai com facilidade, de forma que o processo ou deverá ser repetido
ou os animais terão oportunidade de fuçar.
2)
Colocação de uma argola metálica de 3 a 4cm de diâmetro, entre o tecido
fibroso subcutâneo e a cartilagem do septo nasal, de forma que fique
móvel semelhante às argolas que são colocadas em touros. Essa forma
de destrompe é utilizada com relativa freqüência em países europeus.
Em nosso meio, ela tem sido pouco adotada, devido ao alto custo das
argolas e do alicate, instrumento necessário para colocar a argola.
3)
Colocação de um pedaço de fio de cobre rígido de 4mm, de aproximadamente
15cm de comprimento, entre o tecido fibroso subcutâneo e a cartilagem
do septo nasal, em forma de um anel de 3cm a 5 cm de diâmetro, de
maneira que a mesma fique móvel. Em uma das extremidades faz-se uma
ponta, a fim de facilitar a introdução do arame. Na outra extremidade
faz-se uma argola maior que o diâmetro do arame de cobre. Para evitar
que a argola se abra deve-se soldar a ponta "virada" do
arame. Este procedimento teve origem na idéia inicial do operário
rural Carmo Holdefer.
DESTROMPE COM FIO DE COBRE RÍGIDO: EXPERIÊNCIA NO CNPSA
Em abril de 1994, foram destrompadas 15 matrizes no SISCAL do CNPSA
utilizando-se esse fio de cobre com argola. Baseados nessa experiência
pode-se proceder da seguinte forma:
1)
Introduz-se o dedo indicador e o dedo polegar nas narinas do animal
e puxa-se para afastá-lo da cartilagem do septo nasal.
2)
Com a outra mão pega-se o arame, devidamente desinfetado e introduz-se
rapidamente entre o tecido fibroso subcutâneo e a cartilagem do septo
nasal.
3)
Imediatamente após, dobra-se o arame de forma a fechar a argola. Feito
isso, movimenta-se a argola para verificar se a mesma está livre e
no lugar certo.
As
matrizes assim destrompadas foram acompanhadas e examinadas durante
cinco dias após o destrompe. Em nenhuma delas constatou-se reação inflamatória
local nem sinais clínicos que indicassem que o animal tivesse dificuldade
em se alimentar ou beber água. Desse modo, as matrizes suínas quando
tentarem fuçar o solo, forçarão a argola de arame contra o septo nasal,
provocando um certo desconforto ou "dor", o que contribui
para que elas não danifiquem tanto as forrageiras e o solo.
As matrizes suínas destinadas à reprodução, ou seja, aquelas que irão
fazer parte do plantel do SISCAL, devem ser destrompadas, antes da sua
introdução no sistema de criação. Periodicamente, todo o plantel deverá
ser vistoriado e, caso alguma matriz tenha perdido a argola, a mesma
deverá ser reposta imediatamente.
INSTALAÇÃO E MANEJO DE BEBEDOUROS
Desde o final da década de 80, a Embrapa Suínos e Aves vem acompanhando
sistemas de SISCAL na região Sul e tem observado falhas quando da instalação
da rede hidráulica e dos bebedouros, bem como o manejo destes, ocasionando
falhas e desperdício de água. Isto favorece a formação de lamaçais e
degradação do solo.
Os suínos necessitam de água para ajustar a temperatura corporal, manter
o equilíbrio mineral, excretar produtos da digestão e substâncias antinutricionais,
drogas e seus resíduos. O consumo de água dos suínos pode ser influenciado
pelo tamanho corporal, estado fisiológico, consumo de alimento, temperatura
ambiente da água, tipo de bebedouro e quantidade de alimento e substâncias
químicas ingeridas, status sanitário, sistema de produção e quantidade
de água disponível.
REDE
HIDRÁULICA – O sistema de fornecimento de água deve ser feito, mantendo-se
um reservatório d’água, num ponto mais alto do terreno. Este reservatório
deverá ter capacidade para fornecer água por um período de dois a três
dias e protegido da ação dos raios solares.
A rede hidráulica principal e secundária devem ser construídas com tubos
de PVC rígido. O diâmetro adequado das tubulações podem ser facilmente
estimados com o uso de tabelas de correspondência de vazão e número
de bebedouros utilizados no SISCAL. E esta deve ser enterrada a 35cm
de profundidade para evitar danos aos canos e manter a temperatura da
água sem alterações. A água deve ser de boa qualidade, isto é, potável
e em quantidade suficiente. Sempre que possível, os bebedouros devem
ser instalados na parte mais baixa dos piquetes.
É de fundamental importância evitar que a água desperdiçada nos bebedouros
escorra para fora dos piquetes, não permitindo assim a formação de lamaçal.
Isso pode ser feito com o uso de uma chapa coletora de água sob os bebedouros.
Os fios da cerca em frente aos bebedouros deverão ser isolados, com
a colocação de uma mangueira plástica, evitando assim que as matrizes
suínas recebam choque elétrico ao beber água. Sugere-se utilizar bebedouros
do tipo vasos comunicantes com bóia, construído em concreto, com uma
relação de um bebedouro para sete matrizes e de um bebedouro para 12
leitões na creche. Não deve ser deixado de lado a construção de um sistema
de proteção para se evitar o aquecimento da água do bebedouro.
Quando a parte posterior dos bebedouros ficar localizada em outro piquete,
posicionar essa parte sobre um sumidouro de água, previamente construído.
Essa área deverá ficar isolada do acesso dos suínos. Os bebedouros devem
ser limpos diariamente. Com o uso do sistema de rotação dos piquetes,
os bebedouros que não estão sendo usados devem ser desligados do sistema
de fornecimento de água, impedindo o desperdício desta.
Pesquisadores
do Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves – EMBRAPA
Caixa Postal 21 – CEP 89700-000 – Concórdia-SC
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