Site de Busca - Cadastro GRATUITO

Reflexões sobre o Pit Bull e a violência

Sobre o Pit Bull
     David Alderton, em seu livro "Dogs" de 1993, comenta que nunca, em todo o mundo, uma raça foi tão temida e sofreu tantas sanções legais. Entretanto, várias outras raças, hoje respeitadíssimas e até "de luxo" como o Shar-Pei, foram criadas e selecionadas especificamente para combate. A própria história do Pit Bull confunde-se com a do estimado American Staffordshire Terrier, frequentador habitual de exposições, mas cuja popularidade vem decaindo devido às semelhanças. De fato, há mais de 150 anos, raças de briga vêm sendo selecionadas na América e, no início do século, destacava-se o American Pit Bull ou Yankee Terrier como a mais notável. Com o tempo, começam a surgir sanções legais e as rinhas são proibidas na maior parte dos estados americanos, mas continuam a acontecer na clandestinidade. Aliás, nem tanto, pois há cerca de 70 anos o United Kennel Club reconhece a raça e, inclusive, reporta as rinhas em seu jornal oficial (Bloodliner). Em 1936 o American Kennel Club reconhece a raça, mas tirando a conotação de combate, como Stanffordshire Terrier, mudando em 1973 para American Staffordshire Terrier (não confundir com Staffordshire Bull Terrier - raça inglesa, também de rinha, da qual os americanos derivam). Na verdade, embora durante muito tempo cães tenham sido registrados nas duas entidades (AKC e UKC) sob diferentes raças, é a partir desse ponto que se formam 2 linhas divergentes: o American Staffordshire, mais elegante, mais socializado, mais "show" e o American Pit Bull, mais compacto, mais agressivo, mais rinha e, obviamente, com perfis definidos de proprietários. A questão não é de hoje; em uma carta publicada na "Bloodliner" na década de 60, um leitor comenta que estava muito decepcionado com seu cão, até que "ele escapou, matou dois cães e mandou outros três para o hospital" e aí sim, ele soube que tinha o "maior cão do mundo".

Por que, então, o que vem acontecendo nos últimos anos?
     Eu diria que o problema é sociológico. Nesta época em que a violência não só é banalizada (cinema, TV, games) como, ainda mais, a violência e a agressividade explícitas dão "status" - veja a moda, por exemplo: botas, couro, correntes, etc, para não falar do fenômeno Tiazinha - o Pit Bull tinha tudo para se tornar um ícone. Não por acaso a raça é símbolo de um número de Academias de Artes Marciais, e a partir daí o leque é imenso, até os extremos do "eu não posso, mas o meu cachorro pode", sem falar nas salvaguardas legais de envolvimento e responsabilidade. Claro que toda essa pressão acabou gerando um movimento de oposição. Nunca a mídia - e agora círculos oficiais e políticos - se ocuparam tanto de cães, ou melhor, de uma raça de cães. No fundo, é o eterno conflito dos humanistas e moderados contra a violência dos radicais que se impõem pela força. E o Pit Bull é seu símbolo. E símbolos são perigosos. A milenar, ornamental e inocente suástica dos antigos gregos, passa, depois do Nazismo, a ser o símbolo vivo do horror, da destruição, da vergonha. Guardadas as devidas proporções, conseguirá o American Pit Bull sobreviver sem mácula? O tempo dirá...

Prof. Dr. José Peduti Neto - FMVZ-USP
Juiz Credenciado do Kennel Club Brasileiro
Qual a sua opinião sobre castração em massa dos animais da raça Pit Bull?
Dr. Alexandre Campos Tavolari - Comissão Social
     Isto é um absurdo porque o temperamento do animal em 80% dos casos é largamente influenciado pelo meio em que vive e pela forma com que é direcionado.

     O cão na realidade é um reflexo do dono, a maior parte dos Pit Bulls tem proprietários de temperamento agressivo e que preparam os animais para serem utilizados em rinhas.

     Um exemplo disto pode ser observado às segundas-feiras à noite na Marquise do Ibirapuera, onde vários animais são amordaçados e atiçados por cobaias e para se defenderem são obrigados a atacar.
José Gannan Júnior - Ouvidoria
     É um absurdo, pois iria exterminar uma excelente raça em decorrência de alguns cães criados ou treinados erroneamente para brigas terríveis e cruentas.

     Devemos aproveitar o potência do Pit Bull e, usá-lo como cão de proteção e de companhia. Temos é de acabar com as rinhas, fazendo cumprir as leis existentes. Obrigar os proprietários a assumir a responsabilidade dos atos de seus cães, mantendo o cão em local apropriado e em segurança, independente da raça e da agressividade dele.

André Maldonado - Comissão de Publicações Anclivepa
     Não entendo como o melhor amigo do homem, de uma hora para outra, se transformou na fera que a mídia vem explorando de forma sensacionalista. É lastimável que pessoas pouco esclarecidas ocupem os meios de comunicação para, sem o devido embasamento científico e os necessários conhecimentos técnicos, discorrer sobre as qualidades ou supostas (ou pressupostas) características negativas dos cães, que tantos benefícios vem auferindo aos humanos, como seus protetores, companheiros ou simplesmente amigos.

     Alerto a todos que possuem cães, não necessariamente um Pit Bull, que tomem cuidado ao caminhar pelas vias públicas com seus fiéis companheiros, pois, hoje em dia, correm sério risco de serem agredidos, ambos, de forma gratuita e injusta.

M.V. Emílio Sciammarella - Ouvidoria Anclivepa
     É lamentável tudo o que está sendo divulgado em relação ao comportamento dos cães da raça Pit Bull. Os proprietários é que devem ser responsabilizados pelo comportamento desses animais, pois as condutas e adestramentos absolutamente inadequados que esses proprietários aplicam nesses "inocentes" animais, é que os tornam violentos e agressivos. A natureza não produz animais maus. Os animais não atacam por prazer, e sim quando se sentem ameaçados. Essas pessoas inescrupulosas não vão deixar de "produzir" animais agressivos e violentos somente pelo fato de exterminarem a raça Pit Bull. Logo aparecerão outras raças que satisfarão seus instintos e conseqüentemente serão perseguidas, combatidas e condenadas igual ou pior do que estão fazendo com o Pit Bull. Os proprietários têm muito pouca responsabilidade pelos seus cães, ou pelo comportamento destes. Daí, os condenados são os cães. O que não se pode fazer com os donos...

     Esta raça já existe no Brasil há mais de uma década e só agora começaram a notar que é muito violenta e que de repente sem mais e nem menos começou atacar as pessoas. Realmente é uma campanha muito injusta.

     As características mais marcantes no comportamento dos cães Pit Bull são afeição por pessoas e pelo seu dono. Sabe-se que o instinto natural do Pit Bull é contra a agressão aos seres humanos, exceto para sua proteção e do seu dono.

     De quem é a responsabilidade?

     Exterminar é a solução?

FONTE:
Vetimagem Centro de Diagnóstico Veterinário
R Pedro Madureira, 322
Tel: (11) 6977-8831
E-mail: infooeste@vetimagem.com.br 

Subir