| História:
O
cão chinês de luta , como era chamado, foi baseado em cruzamento de molosos e
raças nórdicas. A língua azul é um detalhe que ele compartilha com o Chow Chow
que evidentemente contribuiu no desenvolvimento do Shar-pei. Para os habitantes
das províncias chinesas Dah Let e Kwantung, os cães não eram apenas gladiadores
dos combates de arena, atividade tipicamente noturna, eles eram usados durante
o dia para caçar, pastorear e guardar. A pele abundante era uma vantagem sobre
seu opositor, pois se tornava mais difícil de agarrar e morder. Apesar de se dizer
que o Shar-pei era agressivo e não necessitava ser provocado para atacar essa
raça teve pouco êxito nos “pits” (pistas de luta), exatamente porque o oponente
não podia com ele e perdia o interesse em continuar lutando. Como são inteligentes
e sóbrios eles deixaram de ser usados para lutar, sendo substituídos por cães
tipo Bull. Quando foi proibido ter animais na China, a raça quase se extinguiu.
Matgo Law, um criador dedicado ao Shar-pei, conseguiu despertar o interesse dos
ocidentais pela raça, dessa maneira sendo salva da extinção. |