Brasileiro de Hipismo - Raça Eqüina

Padrão da Raça
I - Definição:
São os produtos dos cruzamentos do Cavalo Brasileiro de Hipismo, das raças formadoras entre si ou das raças formadoras com o Cavalo Brasileiro de Hipismo.
São consideradas raças formadoras: Hanoverana, Holsteiner, Hunter Irlandês, Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo-árabe, Hackney, Oldenburger, Budjony, Pura Raça Espanhola, Puro Sangue Lusitano, Sela Argentina, Sela Francesa, Sela Holandesa, Sela Belga, Sela Sueca, Sela Dinamarquesa, Rheinland, Trakehner, Westfalen, Zangersheide, ou outras raças especializadas nos esportes hípicos.


II - Aptidões:
Cavalos de sela, com grande facilidade para o Adestramento, o Salto, o Concurso Completo de Equitação e o Enduro.

III - Protótipo:
a) Caracteres Morfológicos Gerais
Cavalo mediolíneo, de estrutura forte, linhas harmoniosas, caráter dócil, temperamento bom, grande facilidade para a reunião e andamentos briosos, ágeis, elásticos e extensos.

b) Caracteres Morfológicos Regionais:
Cabeça:
De comprimento médio, descarnada, de perfil fronto-nasal de reto a subconvexo; orelhas de tamanho médio; fronte ampla, reta ou subconvexa nos sentidos transversal e longitudinal; olhos grandes e de grande vivacidade; chanfro reto ou ligeiramente subconvexo, estreito e descarnado; narinas amplas de forma elíptica; mandíbula ampla, musculada com ganachas bem separadas formando um arco de ângulo obtuso, sendo a cabeça harmoniosamente ligada ao pescoço com ângulo máximo de 90º.

Pescoço: Piramidal, de comprimento médio, bem musculado, levemente subconvexo na linha superior e subcôncavo na linha inferior, provido de crinas sedosas, bem destacado do peito e das espáduas e harmoniosamente ligado à cernelha.
Tronco: Tórax profundo; linha inferior ascendente; extenso, de forma elíptica; flanco curto, cheio e arredondado.
Perímetro Torácico aos cinco anos:
perímetro ideal para machos: 1,90m
perímetro ideal para fêmeas: 1,85m

Cernelha: Bem destacada, comprida, seca e musculosa, harmoniosamente ligada ao pescoço e ao dorso, sem depressões.
Dorso: Subcôncavo, curto, bem musculado, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo.
Lombo: Sólido, subconvexo, médio, largo, bem musculado, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa.
Garupa: Arredondada, comprida, larga, oblíqua, bem musculada; ao sentido transversal deve ter forma elíptica; a altura da garupa é igual ou levemente inferior a altura da cernelha.
Cauda: De base forte, crinas sedosas, com inserção média e perfeita continuidade com a linha superior da garupa; levemente destacada do corpo, quando em movimento.
Membros Anteriores:
Espádua: Comprida, bem musculada, inclinada, formando ângulo de aproximadamente 55º com a horizontal.

Braço: Forte, potente, comprido, bem musculado, formando ângulo médio de 90º com a espádua.
Codilho: Comprido, destacado do tórax, bem definido, paralelo ao plano médio do corpo.
Antebraço: Comprido, potente, bem musculado, paralelo ao plano médio do corpo e aprumado.
Joelho: Volumoso, harmonioso, com ótima estrutura, bem definido, descarnado, com tendões e ligamentos fortes.
Canela: Estrutura sólida, curta, espessa, descarnada, de contornos bem definidos e tendões fortes e destacados.
Perímetro da canela aos cinco anos:
Perímetro da canela ideal para machos: 21,5cm
Perímetro da canela ideal para fêmeas: 20,0cm

Boleto: Volumoso, harmonioso, de estrutura forte, bem aprumado e bem articulado.
Quartela:
Comprimento médio, espessa, descarnada, inclinada, mais comprida nos anteriores do que nos posteriores; a inclinação das quartelas em relação à horizontal deve ser aproximadamente entre 55 e 60º nos anteriores e entre 60 e 65º nos posteriores.
Cascos: Sólidos, flexíveis, de boa textura, grandes e proporcionais à corpulência, bem conformados. Lateralmente as paredes devem acompanhar a inclinação das quartelas.
Membros Posteriores:
Coxa: Comprida, bem definida, bem musculada, relativamente oblíqua permitindo a formação de um triângulo eqüilátero entre a anca, a ponta da nádega e a rótula.

Soldra: Tendo como base óssea a rótula, deve estar situada abaixo e para fora do ventre.
Perna: Comprida, bem musculada, bem definida, aproximando-se levemente ao plano médio do corpo, em direção ao curvilhão e com inclinação de 65 a 70º com a horizontal.
Curvilhão:
Estrutura forte, comprido, largo, descarnado, possibilitando uma boa inserção de tendões e ligamentos. Íntegro e bem aprumado, deve ser dirigido paralelamente ao plano médio do corpo.

Aprumos: Corretos estaticamente e em movimento, mantendo verticalidade e paralelismo em relação ao plano médio do corpo.
Pelagem: São permitidas todas as pelagens, em todas as suas matizes.
Altura: Altura da cernelha aos cinco anos, medida com hipômetro:
Altura ideal para machos: 1,68m
Altura ideal para fêmeas: 1,65m

IV - Defeitos:
Além de todos aqueles que são gerais para os eqüinos e que por isso não serão descritos, são defeitos que penalizam classificação de acordo com a intensidade que se apresentem, os seguintes:

a) Gerais: Mau caráter, temperamento linfático, falta de desenvolvimento, desproporção entre regiões e dimensões do corpo.
b) Regionais: Cabeça excessivamente volumosa, orelhas grandes e caídas, ganachas grossas com pouca abertura do canal entre as mesmas, pescoço invertido ou demasiadamente curto, de baixa inserção ou compacto na sua união com a cabeça. Tronco estreito, pouco profundo e cilíndrico, cernelha rasa e pouco destacada. Espádua curta e vertical, dorso selado, comprido, com inclinação descendente da garupa para a frente - menso. Lombo excessivamente comprido, fundo ou de carpa e pouco musculado. Costelas planas em seu terço superior. Garupa horizontal, ou caída, de sacro alto ou atrasado e de perfil superior descontínuo. Cauda de inserção muito alta. Membros com desvios de aprumos, canelas finas e compridas. Quartelas demasiadamente compridas ou excessivamente curtas e verticais. Cascos pequenos, côncavos, encastelados ou achinelados.
c) Movimentos:
Muito rasteiros, curtos, irregulares, com movimentos parasitas, falta de flexibilidade e equilíbrio.

Artigos Técnicos


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